Quais são os principais riscos do transporte de cargas? Descubra como fazer uma gestão eficaz

Resumo

Se quiser, pule para a parte do seu interesse:

Compartilhe:

Share on facebook
Share on linkedin
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram

Compartilhe:

Share on facebook
Share on linkedin
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram

Todo mundo tem um dia ruim. Os negócios estão sujeitos a contratempos e ainda que as crises sejam excelentes oportunidades de aprendizado, lidar diariamente com operações de alto risco eleva o nível de tensão e a exigência por controle operacional, visibilidade e planejamento estratégico.

Quem atua no setor de transporte e logística certamente sabe do que estamos falando. 

  • De rodovias mal conservadas;
  • trânsito caótico;
  • altos índices de acidentes;
  • a quadrilhas especializadas em roubos de cargas;
  • burocracia excessiva
  • e elevados custos…

A movimentação de mercadorias no Brasil é uma atividade desafiadora.

Na outra ponta, consumidores cada vez mais exigentes e ávidos por receber suas encomendas em tempo recorde e com fretes reduzidos.

Para garantir que tudo saia conforme o script, a gestão logística e o gerenciamento dos riscos são estratégias eficazes para quem busca qualidade, produtividade, redução nos custos e satisfação dos clientes.

Fazendo as contas

No Brasil, os gastos com transporte consomem mais de 12% do faturamento das empresas. Com infraestrutura precária, altos custos operacionais e falta de segurança nas estradas, os custos não param de subir.

Um dos principais problemas diz respeito à criminalidade. Na sexta posição dos países com maior incidência de roubo de cargas, o país só fica atrás de nações em guerra.

Todos os anos, o setor de transporte e logística amarga prejuízos em decorrência deste tipo de crime. 

Em 2019, segundo a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), esse montante chegou a cerca de R$ 1,40 bilhão.

A questão é que não são apenas os roubos que tornam a movimentação de mercadorias tão arriscada – e cara. De importância fundamental para a economia, o transporte de cargas carrega, junto à sua complexidade, outros numerosos riscos do início ao fim da viagem.

Identificando os riscos

O primeiro passo para uma operação bem sucedida é ter uma gestão logística transparente. 

Com ampla visibilidade e conhecimento dos gaps do processo fica mais fácil mapear as medidas que precisam ser adotadas – sejam elas preventivas ou corretivas.

Sim, porque a gestão de riscos não envolve apenas o “apagar de incêndios”. 

Afinal, é muito melhor impedir o roubo de uma carga ou evitar um acidente do que acionar o seguro, não é mesmo?

No setor de transporte e logística, não são apenas um ou dois fatores que interferem no sucesso de uma viagem. Questões internas e externas podem ser determinantes.

Em todos os casos, o gerenciamento dos riscos e a definição de medidas preventivas, com correções e melhorias no processo, vão fazer a diferença.

Mais do que uma vantagem competitiva, a gestão de riscos é questão de sobrevivência do negócio, uma necessidade em tempos de Logística 4.0 e da busca constante pela excelência dos serviços prestados.

Para assegurar as melhores práticas ao serviço de transporte, mantenha sempre um Plano de Gerenciamento de Riscos atualizado. Entre as vantagens, sua empresa terá:

  • Alinhamento dos riscos com as estratégias do negócio.
  • Fortalecimento das tomadas de decisão a respeito dos riscos.
  • Redução de prejuízos operacionais.
  • Identificação e gestão dos riscos.
  • Aproveitamento de oportunidades.
  • Otimização do capital.
  • Adoção das melhores práticas de logística para as operações.

 

Os principais desafios da gestão de riscos

Independentemente do porte da sua empresa, do tamanho da frota ou do valor da carga, nenhum embarcador ou transportador deseja “perder” os produtos – seja por furto, roubo ou acidente. Por isso, o gerenciamento eficaz da operação é essencial.

Ter em mente os principais riscos e as medidas necessárias para mitigar seus efeitos e prejuízos pode ajudar a tornar sua operação muito mais segura.

1) Acidentes nas estradas

Não é novidade que as rodovias brasileiras não são as melhores. Há trechos perfeitos e outros, em péssimas condições. Conhecer as estradas é importante para minimizar os riscos de acidentes ou danos ao veículo e à carga. 

Com essas informações é possível planejar as rotas, roteirizar trajetos, definir os percursos mais seguros até o destino final, minimizar as chances de imprevistos como quebras no caminhão e atrasos na entrega.

Vias esburacadas ou sinuosas registram altos índices de acidentes e, por isso, é sempre melhor evitá-las. Quem segue um bom plano de gerenciamento conta com um histórico e informações que vão subsidiar decisões de viagens mais assertivas.

É evidente que nem tudo pode ser antecipado, já que questões climáticas, como chuvas torrenciais ou forte neblina, por exemplo, podem surpreender o motorista ao longo do percurso.

A vantagem é que se o trajeto escolhido for bem sinalizado, com pontos de parada seguros e estradas em boas condições, os riscos de acidente reduzem porque as condições para que isso ocorra também foram reduzidas.

2) Roubo de cargas

No Brasil, quadrilhas especializadas em roubo de cargas desafiam a polícia e revelam sua ousadia não apenas em locais isolados, mas também em vias expressas e em plena luz do dia.

O prejuízo para o setor de transportes e logística é bilionário e pode ser reduzido com medidas de gerenciamento dos riscos e o uso de tecnologia para o monitoramento das viagens em tempo real.

Com inteligência nas operações de transporte é possível incrementar medidas já utilizadas tradicionalmente, como:

 

  • rastreamento do veículo;
  • roteirização do trajeto mais seguro;
  • sensores nas travas de portas e baús;
  • botão de pânico e comunicação em tempo real com a central de monitoramento.

 

E investir em tecnologia, inteligência artificial e ações estratégicas, que permitem:

  • localização da frota em tempo real;
  • identificação dos locais de parada;
  • monitoramento do desempenho durante a viagem;
  • controle de velocidade, acelerações, frenagens bruscas, paradas suspeitas;
  • desvios de rota;
  • interrupção de comunicação entre a Central e o motorista;
  • atitudes fora do padrão;
  • definição de planos de emergência;
  • ampla visibilidade das viagens;
  • bloqueios remotos do veículo;
  • geração de relatórios que orientem medidas corretivas e planos de ação;
  • serviços de força em campo, com equipes de inteligência que retroalimentam o sistema com informações estratégicas e times de pronta-resposta para atuação in loco, em conjunto com órgãos de segurança pública, na recuperação de cargas.

 

Em 2019, entre as operações monitoradas pela Opentech, 58% das cargas roubadas foram recuperadas – o melhor índice anual alcançado. Em 2020, o resultado tem sido ainda melhor, chegando em meses com índice de recuperação acima de 70%.

 

Tudo isso graças ao trabalho das equipes de gerenciamento de riscos, central de monitoramento (que faz o acompanhamento das viagens em tempo real), serviço de inteligência e time de pronta-resposta. 

 

3) Excesso de peso e cargas especiais

O excesso de peso é um dos maiores responsáveis pelos acidentes nas estradas e, assim como os tombamentos, coloca em risco de forma simultânea motorista, carga e veículo. 

Portanto, lembre-se: respeitar as especificidades da carga e do caminhão é fundamental para uma operação segura.

O tipo de veículo a ser utilizado e variáveis como peso, velocidade, tipo de mercadoria a ser transportada, altura do caminhão e da carga, centro de gravidade, inclinação em curvas, efeito chicote e outros fatores precisam ser considerados no plano de gerenciamento de risco e na escolha do motorista.

Ainda que toda mercadoria mereça atenção no transporte, as cargas especiais não são chamadas assim à toa e exigem cuidado redobrado. 

Por isso, além de conhecer rotas e adotar medidas para inibir a ação das quadrilhas especializadas em roubos, entender as características daquilo que está sendo transportado é outro aspecto fundamental para o sucesso da operação.

Um descuido ou desatenção em qualquer aspecto pode ocasionar acidentes, colocar em risco a vida do motorista, a carga e comprometer toda a viagem.

4) Capacitação profissional inadequada

Bons motoristas estão sempre se reciclando e dominam as boas práticas de direção. 

É importante que a empresa estimule uma cultura de segurança, mas infelizmente nem sempre é assim.

Ainda que a qualificação minimize a gravidade dos riscos a que o serviço de transportes está sujeito diariamente, em muitos casos a falta de capacitação, cursos e treinamentos ou a checagem inadequada das etapas da viagem e dos procedimentos de segurança aumentam as chances de falhas humanas.

Em muitos casos a falta de habilidade só agrava os fatores que já vimos anteriormente, como acidentes decorrentes das más condições das estradas. 

Lembre-se: a experiência com veículos pesados ajuda a evitar tombamentos, por exemplo, e o preparo e a atenção aos requisitos de segurança e prevenção podem evitar furtos e roubos.

5) Falta de manutenção preventiva da frota

Para realizar uma viagem em segurança, os caminhões precisam estar com a manutenção em dia. 

Passar periodicamente pela inspeção veicular preventiva é importante.

Felizmente, há tecnologia disponível para ajudar no controle de rotinas como essa. E não se esqueça: todo investimento planejado é bem mais vantajoso do que aqueles que precisam ser feitos de improviso, imprevisto ou última hora, durante uma viagem.

Com certeza você vai concordar com isso quando receber a informação de que o caminhão quebrou no meio da viagem, atrasando a entrega e comprometendo todo o planejamento.

6) Subestimar medidas preventivas e corretivas

Não se engane. Prevenir ainda é melhor do que remediar. E um bom plano de gerenciamento de riscos segue essa cartilha à risca.

Baseado no histórico de informações qualificadas da Central de Monitoramento – que detém dados como o perfil e índice de ocorrências; sinistralidade por região e por tipo de carga; meses, dias ou horários mais críticos para trafegar em determinado local; trechos mais vulneráveis; pontos de parada menos seguros etc – é possível adotar estratégias de prevenção.

Motoristas treinados também têm postura mais atenta e podem identificar abordagens suspeitas.

Para potencializar programas de prevenção e reduzir as taxas de sinistralidade, empresas apostam tanto na tecnologia para o rastreamento das cargas em tempo real quanto na capacitação dos motoristas que passam a ter habilidades para identificar situações de risco durante a viagem.

Assim, enquanto a gerenciadora de risco faz o acompanhamento online da operação e a correção dos registros de não conformidade, o motorista estará preparado para essa comunicação, com total entendimento dos procedimentos e tomada rápida das decisões.

 

7) Imperícia, imprudência e negligência

O motorista recebe capacitação, mas por uma distração ou negligência, acaba causando um acidente ou facilitando a ação de uma quadrilha de roubo de cargas.

Não é o que a empresa deseja, mas pode acontecer. Por isso, vale a pena considerar esses três fatores – e tomar medidas para tentar evitá-los ao máximo:

  1. Imperícia: falta de habilidade ou de capacidade do profissional e, em se tratando do transporte de cargas, acaba facilitando a ocorrência de acidentes. 
  2. Imprudência: costuma ocorrer por excesso de confiança. Quando o motorista está extremamente seguro sobre sua competência e executa a mesma função há muito tempo, atuando no modelo que chamamos de “piloto automático”. Por falta de cuidado, acaba cometendo erros.
  3. Negligência: ocasionada por um descuido ou falta de atenção, é a situação mais comum. É aquele caso de um acidente causado porque o motorista atendeu o celular enquanto dirigia, por exemplo.

Para evitar que situações como essas ocorram em sua operação, aprimore o processo de seleção dos profissionais ou fornecedores de transporte. Reforce, também, esses pontos em seus treinamentos com os motoristas.

8) Falta de atenção com a documentação

Viajar sem que a documentação pessoal, do caminhão e da carga estejam rigorosamente em dia é inadmissível. Sistemas de gestão logística auxiliam na hora de administrar a vasta burocracia que permeia a atividade de transporte de mercadorias no Brasil.

Fazer um check list antes de liberar o motorista para a viagem é sempre uma boa ideia para evitar o risco de multas e apreensões nas estradas. 

Você gerencia os riscos de forma eficaz?

Vimos até aqui alguns dos principais desafios do transporte de cargas no Brasil. 

A boa notícia é que há inovação e soluções tecnológicas capazes de tornar as operações mais seguras e eficientes, reduzindo os impactos financeiros que a falta de gerenciamento e prevenção podem ocasionar.

A inteligência artificial aliada a profissionais altamente capacitados na elaboração de planos de gerenciamento e no monitoramento de suas viagens pode mudar o desempenho da empresa em inúmeros aspectos.

Afinal, quem não quer operar com mais: 

  • segurança; 
  • qualidade;
  • produtividade;
  • eficiência;
  • visibilidade;
  • ter clientes satisfeitos;
  • bons resultados;
  • reduzir custos;
  • aumentar os lucros
  • e melhorar a reputação e a credibilidade no mercado? 

Reveja seu plano de gerenciamento de riscos!

 

Tecnologia, prevenção e inteligência operacional

Para mitigar os riscos na movimentação de cargas, é preciso investir em inovação, prevenção, planejamento e inteligência operacional. É fundamental ter estratégia para uma viagem segura.

E tudo isso começa bem antes de ligar o caminhão para iniciar a viagem. O ponto de partida está no acesso a informações qualificadas e na análise dos dados.

Com um bom planejamento é possível é possível aprimorar seus métodos de gerenciamento de riscos.

Isso passa por:

  • conhecer rotas e locais seguros de parada, 
  • trechos com maior incidência de acidentes e roubos – e evitá-los -, 
  • traçar programas de treinamento para motoristas e garantir que conheçam os processos, metodologias e a cultura da empresa, 
  • fazer entregas bem sucedidas, 
  • rastrear as frotas em tempo real e 
  • contar com um serviço de inteligência e equipes de pronta-resposta para atuar em caso de sinistros.

Mas vai além! Com tecnologia, inovação e parceiros especializados em soluções modernas, sua empresa amplia o status de segurança na movimentação de cargas e da gestão operacional, fazendo saltar o desempenho e a qualidade dos serviços.

Gerenciar riscos é:

  • fazer a programação das cargas selecionando os melhores fornecedores de transporte;
  • manter entregas com excelência;
  • ter viagens monitoradas em tempo real;
  • contar com processos automatizados para gerar informações qualificadas e ganhos na tomada de decisões;
  • obter visibilidade operacional para eliminar perdas no processo;
  • ter visão gerencial que permita controle das entregas, trânsito e cross docking;
  • reduzir as devoluções com atuação online e
  • acessar dashboards customizados de acordo com a operação.

 

Em operações tão complexas como a movimentação de mercadorias, não conte com a sorte. O segredo está na prevenção, no gerenciamento dos riscos e na visibilidade.

Monitore suas operações em tempo real, adote programas de prevenção e de capacitação, invista em tecnologia, melhore os processos e perceba os ganhos no desempenho, eficiência e nos resultados.

Continue acompanhando o nosso blog para mais novidades do setor.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Open News!

Assine nossa newsletter para ficar por dentro das principais novidades no mundo dos transportes.

Posts relacionados

© 2021 Opentech Soluções em Gerenciamento de Risco e Logística. Todos os direitos reservados.
Scroll Up