Como fazer o gerenciamento de riscos na logística do transporte de forma eficaz?

Resumo

Se quiser, pule para a parte do seu interesse:

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Você chega para mais um dia de trabalho, passa os olhos nos principais sites de notícias e deseja que o programa de combate à criminalidade nas estradas anunciado recentemente pelo governo dê certo.

Abre a caixa de e-mails e comemora a informação de que a polícia localizou sua carga, roubada há dois dias em uma rodovia federal. O trecho, visado pelas quadrilhas, era considerado de risco. O histórico apontava para a necessidade de atenção no trecho.

No Brasil, o crime organizado foi responsável por 22 mil ataques a caminhoneiros em 2018. Um prejuízo de R$ 2 bilhões para o setor de transportes. 

Um relatório sobre o roubo de cargas no mundo – elaborado pela BSI Supply Chain Services and Solutions – indicou que o Brasil acumulou 90% das ocorrências na América do Sul no primeiro semestre de 2018.

Para 64,6% dos caminhoneiros (segundo pesquisa da Confederação Nacional do Transporte realizada entre agosto e setembro de 2018), os assaltos e roubos são a maior dificuldade da profissão.

Ainda que o cenário tenha começado a melhorar em 2019, com queda de 17% nas ocorrências, de acordo com a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), o país ainda tem um longo caminho a percorrer.

Como gerente da área de Logística & Riscos atuando em um país com altos índices de roubo de mercadorias, ter ciência desta realidade e buscar recursos para minimizar os prejuízos é o melhor que se pode fazer, certo? Errado!!!

Reveja seus conceitos

Se você acha que não existem muitas alternativas diante de um panorama tão desafiador, a não ser remediar as ocorrências, volte algumas casas no tabuleiro e vamos recomeçar a conversa.

O gerenciamento de riscos em transporte e logística envolve uma série de ações capazes de trazer resultados diretos para o desempenho da operação e os resultados da empresa.

Lembre-se: a gestão de riscos é muito mais do que administrar roubos e furtos. Ainda que este seja um problema grave no Brasil e não possa ser menosprezado, um programa de gerenciamento envolve uma série de outros fatores.

Em um mercado tão competitivo e dinâmico, é preciso buscar recursos e traçar estratégias para garantir a alta eficiência dos processos. A logística de transportes é complexa e envolve mais etapas do que levar a mercadoria do ponto A ao ponto B.

Essa fase exige rigor e atenção, mas – como dissemos – é parte do processo e você não pode achar que está fazendo um trabalho completo se não expandir a sua visão sobre a gestão de risco.

Importância do gerenciamento de riscos

A gestão de riscos no transporte de cargas consiste no planejamento, organização e controle de diversos fatores que envolvem a movimentação de mercadorias e a cadeia logística.

Com gerenciamento eficiente e adoção de medidas preventivas é possível identificar e mitigar os riscos envolvidos em todas as etapas da operação e manter o processo funcionando de maneira eficaz.

Tendo em mente que gerenciar riscos é se antecipar aos eventos não desejados, abrem-se inúmeras oportunidades para controlar com mais eficácia a movimentação de cargas da empresa, que inclui as etapas de transporte, distribuição e armazenamento.

Com tudo isso “na ponta do lápis”, uma gestão focada é capaz de:

  • reduzir custos e prejuízos;
  • aumentar a produtividade e eficiência nos processos;
  • melhorar os resultados;
  • minimizar os prejuízos decorrentes de atrasos;
  • amenizar as falhas na entrega;
  • reduzir as ocorrências de avarias na carga, roubos e furtos;
  • evitar viagens mal planejadas;
  • prevenir acidentes;
  • diminuir o volume de multas;
  • controlar os problemas com a manutenção da frota;
  • melhorar a qualificação dos profissionais, etc.

Nos transportes, prevenção é palavra de ordem

No dia a dia da gestão logística e de riscos, há uma série de fatores a serem considerados e, embora pareça um clichê, não custa lembrar: a prevenção é sempre a melhor escolha.

Com tantos fatores a serem levados em conta, alguns erros podem passar despercebidos. Listamos aqui pontos que não devem ser negligenciados:

1. Treinamento dos profissionais

Equipes que sabem a importância do seu trabalho e estão comprometidas com o propósito da empresa apresentam melhores resultados, seja na contratação do frete, na logística e distribuição das cargas, no controle e armazenagem das mercadorias, na definição de rotas e, é claro, faz o transporte.

2. Manutenção da frota

Seja frota própria ou de terceiros, a certeza de estar rodando com veículos em bom estado é essencial. 

A manutenção em dia evita acidentes, imprevistos durante a viagem que levam a atrasos nas entregas ou paradas inesperadas em locais que podem ser perigosos, favorecendo furtos e roubos.

Controlar e acompanhar as revisões dos caminhões reduz as chances de problemas mecânicos e faz parte do gerenciamento de riscos.

3. Horários das viagens e locais de paradas

A ousadia das quadrilhas de roubos de cargas não tem limites e muitas agem em plena luz do dia. 

Ainda assim, é à noite, com as estradas vazias e a baixa visibilidade, quando os motoristas estão mais cansados e com a atenção reduzida, que as chances de uma ocorrência aumentam.

A recomendação é que as viagens sejam feitas durante o dia, com paradas para pernoite em locais seguros e definidos pela gerenciadora de risco.

4. Histórico das ocorrências

Se você conta com uma gerenciadora de riscos experiente, que atua há anos no mercado, terá acesso a uma série histórica de dados, estatísticas, indicadores e informações estratégicas.

Desta forma, o planejamento das viagens será baseado em horários, trajetos, paradas, pontos para alimentação e abastecimento mais seguros.

5. Tendências em tecnologia

O setor de logística e transportes conta hoje com soluções integradas para auxiliar na gestão e gerenciamento de riscos. 

A tecnologia e o uso de inteligência artificial têm se mostrado importantes aliados quando o assunto é segurança, oferecendo amplas possibilidades de comunicação, rastreamento e interação.

6. Parceiros com códigos de ética e compliance

O sucesso de um programa de gerenciamento de riscos passa pela escolha dos parceiros. Fornecedores que mantêm processos de controle permanente devem ser considerados.

Dê atenção àqueles com programas de auditorias, fiscalizações e códigos de ética e compliance e que demonstram seriedade nos processos internos, comprometimento com a legislação e com os resultados – seus e de seus parceiros -, além de preocupação com a satisfação dos clientes.

7. Visibilidade das rotas e monitoramento da carga

Monitorar a carga, manter sistemas eficazes de comunicação e ter visibilidade das viagens é importante. 

Utilize a tecnologia e sistemas de alarme e alerta que informam, por exemplo, quando o veículo sai da rota, estaciona de forma súbita ou faz paradas fora dos locais determinados.

Conte ainda com equipes treinadas e serviços de inteligência para agir de forma assertiva na tomada de decisões. Esses fatores são determinantes quando se fala em gestão de riscos.

8. Estratégias de gestão de riscos

Com dados e indicadores em mãos, é possível analisar o histórico de sinistros, identificar gaps na operação, mapear os pontos fracos, as áreas críticas e adotar medidas e estratégicas de prevenção.

Um planejamento baseado em conhecimento é determinante. Há quem diga que, atualmente, os dados e informações são o “novo petróleo” para o mundo dos negócios.

9. Registros e documentações

Se você não costuma manter todas as ocorrências, incidentes e informações bem documentadas, reavalie essa prática. 

Não registrar quando, como e por que cada sinistro ou problema ocorreu vai impedir que ações corretivas sejam tomadas.

Para que a análise de riscos seja precisa, as informações devem ser claras e objetivas. Mantenha um histórico de todas as não conformidades. 

Com o tempo você poderá avaliar em quais áreas foram obtidos avanços e onde será necessário investir mais recursos para mitigar prejuízos.

10. Riscos de menor impacto

Não é porque um eventual risco representa menor impacto aos negócios (seja à imagem da empresa ou aos resultados financeiros) que ele pode ser ignorado.

Um bom programa de gerenciamento de riscos deve considerar todas as possibilidades, seja qual for seu potencial ofensivo. É um erro achar que só os fatos mais danosos à empresa precisam ser prevenidos ou remediados.

11. Análises periódicas

Uma vez identificados os riscos, é preciso manter um controle e acompanhamento sistemáticos. 

Caso contrário, você pode ser surpreendido por um risco que era aparentemente pequeno e que, por ter sido “deixado de lado”, tornou-se um problema de grande proporção.

Neste caso, seu plano de gerenciamento de riscos terá de ser inteiramente alterado. Estruturar uma planilha e revisitar frequentemente cada aspecto da sua operação é uma boa alternativa.

Não se esqueça: gerenciar riscos é uma tarefa dinâmica e precisa fazer parte da sua rotina de trabalho.

  • Sistematizar processos
  • Capacite e motive seu time
  • Padronize as atividades
  • Automatize as operações
  • Mantenha a visibilidade das viagens
  • Minimize as chances de erro
  • Busque gerenciadoras de risco experientes
  • Adote boas práticas
  • Seja criterioso na escolha dos fornecedores
  • Invista em tecnologia
  • Pequenos e grandes riscos têm a mesma importância

Faça disso uma questão de honra! Os riscos em logística e transportes, como já dissemos, vão muito além dos roubos e envolvem todo o processo de movimentação de cargas. Monitoramentos e estratégias bem definidos vão tornar a sua missão um pouco mais fácil.

Eficiência para prever o futuro

Ser eficiente na gestão de riscos não é somente “apagar incêndios” com rapidez. 

Um bom gerenciamento envolve a identificação dos potenciais riscos, a análise dos problemas, a avaliação das condicionantes e o tratamento destes riscos com o objetivo de prevenir um sinistro ou minimizar os impactos sobre os negócios.

Afinal, quando um problema já ocorreu, ele deixou de ser um risco, certo? 

Portanto, de alguma forma, se sua empresa vive correndo atrás do prejuízo, está atuando no modo sobrevivência.

Um plano de gerenciamento de riscos é aquele capaz de oferecer uma visão do futuro, traçar estratégias de prevenção e mitigar os efeitos de um eventual sinistro ou uma falha no processo. 

É aquele que coloca sua empresa um passo à frente.

  • E você, como gestor de Logística & Riscos, onde está nesta jornada? 
  • Sua empresa consegue antever os riscos nas operações de movimentação de mercadorias ou é refém dos reveses que insistem em rondar o setor?

Pense nisso e saiba que não faltam recursos, estratégias, tecnologia, profissionais e parceiros qualificados para reverter esse jogo.

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