Coronavírus e os riscos à segurança de cargas

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Se 2019 foi um bom ano para o setor de logística e transportes no quesito segurança, com recuo de 35% no roubo de cargas nas estradas federais – segundo dados da Polícia Rodoviária Federal, 2020 volta a representar um desafio.

E não é porque as ações de repressão e combate ao crime organizado e os investimentos das empresas em tecnologia para evitar o roubo de mercadorias foram deixados de lado.

Desta vez, o responsável por minar o otimismo do setor e colocar em risco as expectativas de novas quedas nos índices de criminalidade nas estradas brasileiras é o coronavírus. Isso mesmo!

Além de provocar uma pandemia, matar milhares de pessoas em países como a China e a Itália, levar doentes aos hospitais em todos os continentes, provocar o colapso na área da saúde e afetar seriamente a economia mundial, o novo vírus também traz reflexos diretos para o setor de logística e transporte e pode expor, ainda mais, as fragilidades brasileiras no quesito segurança das cargas.

Transporte de cargas, um serviço essencial

De acordo com o decreto federal 10.282, de 20 de março de 2020, os serviços de transporte de cargas passaram a ser considerados essenciais, assim como outras atividades das áreas de saúde, segurança e alimentação, por exemplo.

Justamente por isso, é hora de redobrar os cuidados com a saúde dos trabalhadores destes setores que vão continuar atuando para que o Brasil não pare por completo.

É hora também de intensificar a segurança das cargas para que as mercadorias cheguem em seu destino e assegurem o abastecimento da população.

Segmentos mais visados

Em tempos de crise mundial, são muitos os fatores que podem levar à escassez de produtos.

Levando-se em consideração que a China é a principal fornecedora de matéria-prima para o Brasil, de diversos tipos de produtos, entre os quais químicos (fármacos e defensivos agrícolas), temos aqui o primeiro gargalo.

Como epicentro da pandemia, a China já teve sua economia seriamente afetada, portos fechados e redução de produção e movimentação de cargas.

Além disso, outros segmentos como produtos de higiene, cosméticos, limpeza e alimentícios também podem ser prejudicados pelo momento crítico provocado pelo avanço do coronavírus no Brasil.

Ainda que a produção de itens essenciais esteja, em rigor, mantida, é possível que ocorra uma redução na circulação de mercadorias.

Com isso, há uma tendência de concentração de produtos estocados em depósitos e armazéns. Temos aqui um ponto vulnerável à ação de criminosos.

Somado às questões comerciais, estruturais e logísticas, o medo da população eleva o consumo desenfreado de alguns itens, como álcool gel, máscaras e papel higiênico, por exemplo, esgotando mais rapidamente o estoque nos pontos de venda e forçando, por outro lado, o reabastecimento mais ágil.

Esse descontrole nas demandas de mercado e no fluxo de vendas aumenta a necessidade de reabastecimento.

A urgência de fazer com que os produtos deixem os armazéns para chegar com mais rapidez ao destino final pode colocar em xeque o cuidado das empresas com o transporte de suas cargas e torná-las mais vulneráveis à ação de quadrilhas especializadas em roubo de cargas.

Por esta lógica, alguns tipos de mercadorias tendem a ser mais visados, e serão “ouro” sob a ótica dos criminosos, reforçando a necessidade de atenção especial de embarcadores e transportadores.

Como gerenciar os riscos

Especialista em soluções para a gestão logística e gerenciamento de riscos, a Opentech tem 3 mil clientes e monitorou, em 2019, R$ 344 bilhões em cargas.

Para ajudar embarcadores e transportadores neste período de crise imposto pelo coronavírus, preparamos algumas dicas para a segurança das operações de transporte.

  • Investir em medidas protecionais, seja em equipamentos de redundância na carga ou veículo, no caso de cargas especiais, que tenham valores diferenciados e transporte em horários atípicos;
  • Orientar os motoristas a reduzir ao máximo a quantidade de paradas e aproveitamento do horário permitido para rodagem, respeitando a lei 13.103;
  • Aproximar os times de logística, operacional e transporte, garantindo o melhor planejamento das viagens;
  • Reavaliar o horário de corte para liberação das viagens, de forma a proporcionar paradas bem planejadas;
  • Evitar o tráfego noturno e paradas em regiões do país com maior risco e incidência de sinistro;
  • Não sendo possível a utilização de filiais, priorizar as paradas e pernoites em locais que ofereçam melhores condições de higiene e limpeza, respeitando a liberação na GR da viagem;
  • Pernoitar preferencialmente em locais que sejam bem estruturados, com segurança 24 horas ou estacionamento fechado para mitigar investidas criminosas;
  • Manter plano de treinamento dos motoristas sobre regra de gestão de risco para roubo e acidentes. É hora de implementar os treinamentos e-learning;
  • Ampliar parcerias com empresas especializadas na gestão e no monitoramento das operações, gerenciamento de riscos, pronta-resposta, serviços de inteligência e prevenção a sinistros;
  • Contar com sistemas especializados para a contratação de fretes e motoristas.

Carga segura e colaborador saudável

Tão importante quanto garantir a chegada da carga, em segurança, ao destino final é ter a certeza de que os profissionais do setor de transporte tenham os conhecimentos necessários para a prevenção contra o coronavírus.

Presidente do Conselho Superior e de Administração do Setcesp e integrante do comitê setorial de abastecimento criado pelo governo de São Paulo, Tayguara Helou reforça o quanto o setor de transporte rodoviário de cargas é essencial para o Brasil.

Precisamos manter nossos colaboradores saudáveis e com toda nossa capacidade operacional para que a população continue segura”, disse, em entrevista recente.

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) também está preocupada com os impactos causados pela crise no setor, tanto do ponto de vista econômico quanto a respeito da saúde dos profissionais.

Recentemente, a entidade encaminhou ao governo federal um ofício em que sugere um conjunto de medidas para amenizar os efeitos negativos sobre a indústria de transporte.

Além de ações com foco na economia, a CNT solicitou ao Ministério da Saúde que os motoristas profissionais sejam considerados público prioritário na campanha de vacinação contra o vírus da influenza, causador da gripe.

Embora a COVID-19 ainda não tenha vacina, garantir a imunização dos motoristas contra outras doenças, como a gripe, vai ajudar a mantê-los mais saudáveis, já que são fundamentais para o escoamento dos produtos e abastecimento do país.

 

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