Transporte de alimentos congelados: como funciona e quais os cuidados

Resumo

Para que um produto seja entregue em perfeitas condições, com a qualidade desejada, no prazo estimado e de acordo com as expectativas do cliente, uma série de cuidados são necessários. No caso do transporte de alimentos congelados, os desafios se agigantam.
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Para que um produto seja entregue em perfeitas condições, com a qualidade desejada, no prazo estimado e de acordo com as expectativas do cliente, uma série de cuidados são necessários. No caso do transporte de alimentos congelados, os desafios se agigantam.

Quem lida com este tipo de carga sabe que as mercadorias têm características muito específicas, que exigem armazenagens especiais, frotas adaptadas, controle de temperatura, conhecimentos diferenciados, cumprimento de regras sanitárias e planos de gerenciamento de risco voltados às particularidades da operação.

No Brasil, um país com tantas variáveis climáticas, longas distâncias a serem percorridas, falta de infraestrutura nas estradas, riscos de roubo, acidentes e altos custos logísticos, a complexidade no transporte de alimentos congelados requer tecnologia e processos eficientes.

Apesar disso, os desafios podem ser vencidos com excelência se os transportadores conhecerem minuciosamente os cuidados necessários para o transporte de alimentos congelados e tiverem a parceria de gerenciadoras de risco especialistas neste tipo de operação.

É isso o que veremos no artigo de hoje: como fazer o transporte de alimentos congelados, quais os principais cuidados e como a tecnologia contribui para o sucesso das operações deste tipo. Se você quer alta performance em movimentações especiais de carga, aproveite a leitura!

Categorias e características do transporte de alimentos

Os alimentos podem ser divididos em duas categorias: perecíveis e não perecíveis. Essa divisão é determinante para o tipo de transporte a ser adotado e as regras que serão seguidas para garantir a qualidade da mercadoria até o destino.

Alimentos não perecíveis

Via de regra, são produtos com menor risco de estragar, como as mercadorias industrializadas e secas (arroz, feijão, leite em pó, cereais, achocolatados, macarrão, enlatados, conservas, biscoitos etc.).

As normas de transporte dos alimentos não perecíveis são um pouco mais simples, já que os produtos vêm embalados, têm maior prazo de validade e não precisam de controle de temperatura.

Alimentos perecíveis

Esta categoria engloba produtos que, em sua maioria, deve ser transportada em caminhões com temperatura controlada. Entre os alimentos perecíveis estão os frutos do mar, carnes, aves, peixes, ovos, alimentos congelados, laticínios, frutas e legumes.

O rigor no transporte de alimentos perecíveis aumenta consideravelmente, pois demanda atenção especial para a conservação. Requer controle de higiene, temperatura, tempo de viagem e não pode ser embarcado com outras mercadorias ou substâncias que provoquem risco de contaminação.

É proibido transportar alimentos crus junto com alimentos prontos para o consumo; transportar dois ou mais tipos de produtos se eles oferecerem risco de contaminação entre si ou misturar cargas perecíveis com outros alimentos, pessoas ou animais.

Principais cuidados com o transporte de alimentos congelados

Investir em processos logísticos modernos e eficientes é fundamental para a competitividade. Seja qual for o tipo de mercadoria, as entregas precisam ser ágeis e confiáveis. No caso dos alimentos, as exigências aumentam.

Confira quais são os principais cuidados na logística e transporte de alimentos congelados:

  1. Armazenagem

Antes de embarcar a carga e começar a viagem, é preciso cuidar da armazenagem dos produtos. Os alimentos devem ser estocados de forma correta, em locais apropriados e com temperatura controlada.

O cuidado começa com a contratação de operadores logísticos especializados no segmento alimentício refrigerado.

2. Etiquetagem

As etiquetas ou rótulos contêm informações sobre o produto e são uma exigência da Anvisa . Produtos alimentícios sem rótulo não devem ser consumidos e tampouco aceitos para o transporte.  

Confira se a mercadoria está devidamente etiquetada e se os rótulos são legíveis, sem manchas ou rasuras.

As etiquetas identificam os parâmetros e características dos produtos, assim como as exigências para o armazenamento e transporte, garantindo que as mercadorias cheguem ao destino na temperatura correta, com qualidade e em condições de consumo.

3. Prazo de validade

Um sistema de gestão de estoque eficiente evita problemas com o vencimento dos produtos. É importante observar o prazo de validade antes do embarque da mercadoria.

Isso ajuda a evitar perdas e prejuízos em caso de imprevistos durante o trajeto. Mercadorias prestes a vencer podem representar um problema se ocorrer algum imprevisto no percurso e a entrega atrasar.

Para o transporte de alimentos congelados, além da validade é preciso observar se a temperatura foi respeitada nas fases anteriores ao embarque.

O ideal é conferir o prazo de validade, a temperatura e executar a viagem com boa margem de segurança. Transportar produtos vencidos ou em más condições de conservação contraria as normas sanitárias.

4. Embarque e desembarque

Os cuidados com o transporte de alimentos congelados passam pelo embarque e desembarque, que devem seguir regras de segurança, higiene e controle de temperatura. Equipes treinadas e atenção no deslocamento entre o estoque e o caminhão são fundamentais.

Quem lida com cargas frágeis precisa estar ciente de que sua operação é especial. Boas práticas, sistemas de monitoramento com ampla visibilidade e gerenciamento de risco diferenciado se fazem necessários durante todo o processo operacional para não comprometer a qualidade da mercadoria e, consequentemente, as condições de consumo.

5. Frota adequada

Cada categoria de alimento (perecível ou não) vai demandar um veículo específico. No caso de alimentos congelados, a contratação do parceiro para o transporte e a escolha da frota (preparada para este tipo de operação) são essenciais.

  • Transporte aberto: utilizado para itens que não exigem refrigeração, bebidas engarrafadas etc.
  • Transporte aberto com proteção: alimentos industrializados, hortifruti, alimentos não perecíveis etc.
  • Transporte fechado em temperatura ambiente: itens de panificação, alimentos industrializados, hortifrutigranjeiros, alimentos perecíveis não congelados em caixas isotérmicas.
  • Transporte fechado e refrigerado: carnes, frios, congelados, refeições prontas etc.

6. Certificado de vistoria e identificação

Os caminhões usados no transporte de alimentos congelados devem atender as normas das autoridades sanitárias. É necessário ter o certificado de vistoria obtido após inspeção sanitária e aviso de transporte de alimentos na lateral do veículo, juntamente com informações da empresa (nome, endereço e telefone).

7. Higienização

O caminhão, assim como os materiais utilizados na proteção e fixação da carga, deve ser devidamente preparado e higienizado para o transporte de alimentos congelados. As portas do baú também não podem ser abertas antes da chegada ao destino.

8. Empilhamento

A carga precisa estar corretamente acondicionada no caminhão para que sua qualidade seja mantida e isso passa pelo empilhamento. Se esse cuidado não for observado, há inclusive o risco de acidentes ou avarias durante o transporte.

Caixas mal acondicionadas podem cair e danificar a mercadoria se o motorista tiver que fazer alguma manobra brusca para desviar de um buraco na rodovia ou evitar um acidente.

Caixas pesadas não devem ser colocadas em cima de mercadorias leves ou sensíveis. A organização dentro do caminhão evita prejuízos. Observe o limite máximo de empilhamento descrito nas embalagens.

Mercadorias que precisam de temperaturas mais baixas devem ser embarcadas primeiro, ficando no interior do caminhão, mais distantes da porta.

9. Documentação

O transporte de alimentos está sujeito a uma série de normas e portarias da Anvisa, assim como legislações estaduais e municipais. O transportador precisa de documentação específica. O descumprimento da lei pode comprometer a entrega, a validade e a qualidade da carga congelada, levando a prejuízos.

Mantenha as autorizações e licenças atualizadas para a atividade de transporte de alimentos. A documentação deve estar em posse do transportador durante a viagem, evitando problemas com a fiscalização.

Conte com parceiros especializados em gestão logística e em gerenciamento de riscos no transporte de cargas congeladas para aumentar a performance operacional e reduzir os riscos ao negócio.

Qual é a legislação para o transporte de alimentos perecíveis?

 O transporte de alimentos perecíveis no Brasil segue uma legislação específica. Nacionalmente, a Anvisa é a responsável por fiscalizar o cumprimento das regras, mas estados e municípios também podem estabelecer normas de manuseio e transporte destes produtos, que precisam ser cumpridas por embarcadores e transportadores. No caso de frete interestadual, é fundamental estar atento às legislações locais.

 De modo geral, no Brasil, a produção, o manuseio e o transporte de alimentos perecíveis – dentro do que é adequado e seguro para os consumidores – estão previstos na Portaria SVS/MS 326/1997.

A legislação determina os cuidados de higiene, armazenamento e movimentação de produtos alimentícios, observando todas as condições de higiene, manipulação e conservação durante o transporte.

A Resolução 275 da Anvisa também define o procedimento operacional a ser cumprido por empresas que lidam com produtos alimentícios. Isso inclui as transportadoras.

Anote aí: para transportar alimentos congelados é necessário ter o certificado de inspeção sanitária com tipo de carga, dados do transportador, descrição do carregamento e outros aspectos que envolvem a movimentação de cargas desta natureza.

Em uma fiscalização, é possível que o órgão responsável pela inspeção verifique o estado de conservação e higiene das superfícies onde a carga é armazenada e transportada, verifica a temperatura e a calibragem dos termômetros e outros documentos, como certificados de dedetização, por exemplo.

Tecnologia a favor do controle de temperatura – como fazer o monitoramento de temperatura

A temperatura é um cuidado especial no transporte de alimentos. Dependendo da classificação dos produtos, do tipo de alimento e do tempo de transporte é necessário fazer o monitoramento rigoroso da temperatura, em tempo real, para garantir a estabilidade necessária durante todo o trajeto.

A Anvisa determina os níveis de temperatura diferente para cada tipo de alimento:

  • Refrigeração ao redor de 4°C, com tolerância até 7°C.
  • Resfriamento ao redor de 6°C, não ultrapassando 10°C ou conforme especificação do fabricante expressa na rotulagem.
  • Congelamento a -18°C com tolerância até -15°C.

Sensores de temperatura

Felizmente, para garantir que a temperatura seja mantida durante o transporte e os produtos cheguem ao destino com qualidade existe tecnologia – softwares e sensores de temperatura – que possibilita o acompanhamento da viagem com total visibilidade.

O uso de ferramentas para sistematizar os dados e controlar a operação ajuda nas avaliações sobre on-time de coleta e entrega, SLA de atendimento das transportadoras e quebras de parâmetros de temperatura por transportadora.

Manutenção da frota

Assim como o controle de temperatura, a manutenção da frota e dos sistemas de refrigeração e monitoramento se tornam primordiais para o sucesso das operações de transporte de alimentos congelados.

Para assegurar as condições de transporte apropriadas, tudo precisa estar em dia. A tecnologia também auxilia na hora de fazer o plano de manutenção da frota e dos sistemas de refrigeração e controle de temperatura.

Transporte de alimentos congelados

Como a transportadora pode impactar na qualidade da carga?

O transporte de alimentos, sejam eles perecíveis ou não, não pode ser negligenciado. A qualidade dos produtos que chegam à nossa mesa depende da forma como os transportadores lidam com a carga.

Confira como a transportadora pode impactar positivamente e aprimorar os processos que envolvem a distribuição de alimentos:

1. Planejamento e gestão logística

A gestão logística envolve toda a cadeia de produção, armazenagem, transporte e entrega. Cada etapa tem suas particularidades e regras, mas todas elas precisam de planejamento e gestão logística para evitar prejuízos e falhas que comprometam a qualidade do serviço e do produto que chegará ao consumidor final.

Leia aqui como ter sucesso com a gestão logística de cargas frigorificadas.

2. Otimização

Em operações complexas como o transporte de alimentos congelados, gerir os custos e reduzir os riscos é fundamental. Otimizar processos que levem à redução de perdas e ao aumento no índice de entregas eficazes e satisfação dos clientes traz reflexos diretos para o sucesso do serviço.

3. Seleção e contratação da frota

Os veículos precisam estar preparados e adaptados para o transporte de alimentos. No caso de alimentos frigorificados, contar com transportadores especializados é fundamental. Com o uso de ferramentas de seleção e contratação da frota fica mais fácil identificar parceiros preparados para o serviço e fazer a gestão dos recursos.

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4. Planejamento de embarques e desembarques

O carregamento e as entregas de produtos perecíveis precisam ser bem planejados. Qualquer atraso ou imprevisto na viagem acarreta prejuízos e, no caso das operações com alimentos, os prazos de validade vencidos inviabilizam o consumo. Mantenha o rigor no controle dos horários de desembarque.

5. Gerenciamento de risco e visibilidade

A visibilidade em tempo real é aliada nos processos de movimentação de cargas perecíveis. Alimentos congelados ou resfriados não podem ficar parados dentro do caminhão por muito tempo. Outro risco é que essas mercadorias estão entre as mais visadas pelas quadrilhas de roubo de cargas.

Neste caso, ter planos de gerenciamento de risco focados na segurança da operação com visibilidade em tempo real permitirá a tomada de decisão assim que qualquer imprevisto ocorrer.

6. Cadastro e consulta do motorista

Como visto acima, as mercadorias congeladas e refrigeradas estão entre as mais desejadas pelas quadrilhas de roubos de carga, por isso, o cadastro e consulta é importante para avaliar aspectos históricos de experiencia dos motoristasa que farão a viagem, pois o transporte deste produto é bem específico.

Fazer o cadastro e consulta destes profissionais é essencial, pois há parâmetros específicos que as gerenciadoras especializadas possuem para apoiar as transportadoras e embarcadoras, direcionando a seleção do profissional ideal para cada perfil de carga, aliando o score ao tipo de produto a ser transportado, rota, prazo de entrega e outras características da viagem.

7. Treinamento

Quem lida com o transporte de alimentos congelados deve manter equipes treinadas e capacitadas. Existem programas de capacitação online que facilitam a participação dos motoristas, já que podem ser feitos a distância, na hora e no local mais convenientes para cada profissional.

8. Programas de prevenção de acidentes

Para quem atua no segmento alimentício, reduzir a sinistralidade é um desafio constante, já que as cargas raramente podem ser recuperadas em casos de sinistros, como tombamentos, por exemplo. No transporte de alimentos congelados, a fragilidade dos produtos é alta e o rigor é necessário para evitar que os produtos cheguem ao destino impróprios para o consumo.

9. Tecnologia e monitoramento

A tecnologia está a favor do transporte de alimentos. Rastreadores, sensores e outras ferramentas e soluções de gestão logística permitem o monitoramento das viagens e o controle rigoroso da temperatura no caso das cargas congeladas ou resfriadas. Aposte em sistemas modernos para garantir a eficiência operacional.

Monitoramento e visibilidade no transporte de alimentos congeladas

Não há segredos no transporte de alimentos e cargas da cadeia fria. O que existem são regras e cuidados que precisam ser tomados para garantir o sucesso da operação. Para que o transporte de cargas congeladas, o recurso mais assertivo está no tripé: tecnologia, processos e gestão qualificada com visibilidade em tempo real, do início ao fim do processo.

Tudo isso é possível com o OpenSIL, uma ferramenta de gestão logística capaz de aumentar a visibilidade, gerenciar a operação e ajudar no controle da temperatura. O Sistema Integrado de Logística garante a assertividade na gestão das cargas congeladas por meio de sensores e tecnologia de ponta para o rastreamento e monitoramento das cargas em tempo real.

O OpenSIL monitora em tempo real os veículos em deslocamento graças à integração de rastreadores e aplicativos, controlando inclusive o tempo de permanência nos pontos de parada através de alvos eletrônicos.

Desta forma fica mais fácil controlar as condições e monitorar a temperatura da mercadoria que está sendo transportada. Por meio de alertas, a solução indica quando há necessidade de intervenção e ajuda na escolha da ação mais assertiva para cada caso, sem que o motorista precise abrir o baú para checar pessoalmente as condições da carga.

Saiba mais sobre visibilidade em tempo real para monitoramento logístico.

Viagens seguras e entregas perfeitas

Além de ter visibilidade e controlar a temperatura no transporte de alimentos congelados, outra iniciativa importante é fazer o gerenciamento de riscos e reduzir os índices de sinistralidade nas operações.

Os alimentos estão entre as cargas mais visadas pelas quadrilhas de roubo de cargas e contar com gerenciadoras de risco especialistas em segurança, prevenção de sinistros e movimentações de cargas especiais é fundamental.

Leia aqui:

Como evitar o roubo de cargas e fazer uma gestão de risco aplicada ao transporte de alimentos congelados?

Cuidados que todo transporte de cargas frigorificadas precisa implementar para prevenir acidentes.

Como você viu, a Opentech tem as ferramentas ideais para a alta performance das operações de transporte de alimentos congelados. Fale com a gente!


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© 2021 Opentech Soluções em Gerenciamento de Risco e Logística. Todos os direitos reservados.
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