Plano de Gestão de Risco (PGR): o que é, como evoluiu e como montar um plano de gerenciamento de risco inteligente

Resumo

A movimentação de cargas exige condutas alinhadas às regras das apólices de seguros. A solução está no desenvolvimento de um Plano de Gestão de Risco (PGR) inteligente e customizado. Saiba mais
Se quiser, pule para a parte do seu interesse:

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Quem lida com movimentação de cargas no Brasil sabe que fazer o gerenciamento de risco no transporte vai muito além de prevenir acidentes e roubos. Ainda que esse seja um importante desafio no setor logístico – e uma prioridade para muitas empresas – ter alta performance exige um Plano de Gestão de Risco (PGR) com uma série de outras ações capazes de elevar o desempenho operacional e o resultado da empresa.

Quando um sinistro ocorre, ele deixa de ser um risco e pssa a ser um prejuízo. E apagar incêndios não é, exatamente, fazer a gestão dos riscos em transporte. Por isso, cada etapa logística exige cuidados, com procedimentos alinhados estrategicamente do início ao fim da operação.

Hoje, vamos saber como montar um plano de gerenciamento de risco inteligente, pensado sob medida para cada negócio. Fique conosco e boa leitura!

O que é o PGR?

O Plano de Gestão de Risco (PGR) é um conjunto de diretrizes e normas que auxilia empresas do setor de transporte e logística a operar de forma mais segura.

A partir do mapeamento e da análise dos riscos envolvidos em cada tipo de operação é possível traçar as estratégias para prevenir e mitigar esses riscos.

Com uso de tecnologia e um time de campo especializado, é possível não apenas analisar e identificar potenciais ofensores, mas monitorar e definir planos de ação para o gerenciamento dos sinistros, caso ocorram.

De forma simplificada, o PGR:

  1. Identifica os riscos de cada operação.
  2. Analisa os potenciais ofensores.
  3. Estabelece estratégias e recursos para mitigar os riscos.
  4. Define as ações a serem tomadas em caso de sinistros.

Você, sua seguradora e um bom Plano de Gestão de Risco

As dinâmicas da movimentação de mercadorias são muitas e as exigências das seguradoras também. Então, como contar com medidas preventivas no transporte de cargas e traduzir as regras complexas que constam em uma apólice de seguros?

Através de um Plano de Gestão de Riscos (PGR) é possível escrever, em detalhes, as ações que devem ser tomadas antes, durante e depois do transporte de qualquer mercadoria.

Desta forma, o PGR de transporte reúne as condições obrigatórias para que a seguradora faça a cobertura, baseada em aspectos como:

  1. as circunstâncias que podem impedir uma entrega,
  2. as medidas preventivas adotadas para evitar acidentes e roubos,
  3. as respostas imediatas em caso de ocorrência e
  4. as ações corretivas para evitar reincidências.

PGR evolui junto com o mercado

Assim como o mundo dos negócios se moderniza e as exigências das seguradoras mudam conforme as regras do mercado, o Plano de Gestão de Risco também evolui.

Se até mesmo as quadrilhas de roubo de cargas se especializam, quem transporta riquezas de Norte a Sul não pode ficar “parado no tempo”. É fundamental se antecipar aos problemas e entender que cada viagem é um novo risco, portanto, o PGR deve ser feito sob medida para cada cliente.

Um plano eficaz de gerenciamento de risco é aquele capaz de oferecer uma visão do futuro, traçar estratégicas de prevenção, eliminar a previsibilidade e mitigar os efeitos de uma falha no processo ou eventual sinistro.

Como fazer um bom Plano de Gestão de Risco

Antes de iniciar o desenvolvimento de um PGR, precisamos entender que não há receita pronta, considerando-se as características de cada região do país e as transformações que existem em nossa sociedade, na economia, os avanços tecnológicos e as particularidades de cada segmento.

Neste contexto, alguns fatores não podem ser negligenciados. Aliás, é preciso ir além das análises triviais, utilizando inteligência no levantamento das informações que vão nortear o PGR.

Há que se considerar, por exemplo:

– A escassez de determinada mercadoria;

  • Mudanças no perfil dos consumidores;
  • Legislações e regulamentações do governo;
  • Novas tecnologias para inibir as ações das quadrilhas de roubos de cargas ou para a localização da carga/veículo;
  • Evolução do crime organizado;
  • Regiões com os maiores índices de roubos de cargas e mais facilidade para receptação de determinado produto.

Diante destes fatores, os procedimentos que farão parte do dia a dia dos transportadores precisam ser dinâmicos e passar por reavaliações constantes.

Contar com a experiência dos profissionais da Gerenciadora de Risco, que atuam de forma próxima e integrada à operação é determinante. Isso permite conhecer os mínimos detalhes de cada processo, rota, mercadoria, perfil dos condutores e faz com que seja possível desenhar um bom PGR, que vise, além da segurança, a fluidez logística.

Outro ponto é a presença no cliente. Com sinergia e proximidade a GR tem acesso, com antecedência, às novas operações, informações de mercado ou alterações que se façam necessárias. O objetivo é traçar estratégias que diminuam as situações de exposição ao risco, bem como enfraqueçam, ao máximo, a previsibilidade do processo.

Gestão de risco está ligada à saúde do negócio

Se tem um setor onde prevenir é muito mais vantajoso do que remediar é o de transporte e logística e, certamente, quem paga um seguro o faz na esperança de não precisar acioná-lo.

Para contar com um modelo cada vez mais dinâmico e com resultados mais expressivos, o PGR precisa avançar, deixar de seguir um modelo padrão.

Confira alguns aspectos para levar em conta na hora de desenvolver e colocar em prática um bom plano de gestão de riscos para sua empresa.

PGR Customizável

Se cada operação é única, o PGR também é focado nos detalhes. O gerenciamento é um processo contínuo que precisa se manter atualizado. E mais: deve ser pensado especialmente para cada operação, modelo de negócio, tipo de mercadoria e necessidade do cliente.

Rastreamento inteligente

O monitoramento da frota tem que ser em tempo real, com alertas a qualquer situação fora do padrão e que aponte para um eventual sinistro. Com um sistema inteligente, as incertezas durante a viagem são reduzidas de forma significativa, com ganhos no nível de segurança das operações.

Sistema automatizado

A inteligência artificial está a serviço da segurança de cargas. O PGR deve contemplar um sistema automatizado de rastreamento, que identifique as quebras de procedimentos e faça bloqueios automáticos independentes de intervenção manual.

Previsibilidade da operação

Usar tecnologia, experiência e informação qualificada para definir estratégias diferenciadas no transporte de cargas reduz a previsibilidade da operação. Ter “visão de futuro” ajuda a conhecer, inclusive, o modus operandi das quadrilhas de roubo de cargas e melhora os métodos de proteção.

Força em campo

Não adianta ter um belo planejamento no papel se a resposta no dia a dia não for instantânea. Ter uma Central de Monitoramento aliada à equipe de investigação e inteligência atuando em campo gera excelentes resultados, principalmente no monitoramento das taxas de sinistralidade, prevenção e recuperação de cargas.

Gestão preventiva

Antecipar-se é muito melhor do que resolver um sinistro, seja um roubo ou acidente. Os treinamentos e programas de prevenção precisam ser dinâmicos e os profissionais devem passar por reciclagens e capacitações constantes.

Maior protecional

Analisar o risco da operação por tipo de produto, valor da carga e rota permite prever os recursos protecionais que serão alocados em determinada operação. Isso torna o olhar mais particularizado e eficiente, já que trata a viagem como única.

Seguro sob medida

Com um PGR customizado, é possível melhorar os indicadores operacionais e avaliar, com mais precisão, as melhores soluções de cobertura de seguro para a carga, firmando contratos mais assertivos com as seguradoras.

Gestão de frotas

Um bom sistema de seleção de fretes e gestão de frotas faz diferença na implantação de um PGR. Isso porque, se você segue critérios rígidos para escolher seus parceiros em transporte ou mantém as manutenções da frota em dia, os riscos de acidentes, paradas inesperadas ou outros problemas durante a viagem também reduzem.

PGR tem que ser dinâmico para ser inteligente e dar resultado

Quanto menor o tempo entre a suspeita de um sinistro e a intervenção da GR ou dos serviços de inteligência, melhor. Um plano de gestão de risco deve ter como meta que esse intervalo seja recorde. O resultado é a redução da taxa de sinistralidade e alta recuperação.

Para agilizar e tornar o PGR mais assertivo, a tecnologia é uma das principais aliadas. Hoje, sistemas online são capazes de automatizar processos e ampliar a visibilidade operacional, aumentando o acesso a informações e dados e, naturalmente, melhorando a qualidade dos serviços.

Acompanhar informações em tempo real ajuda na gestão de riscos em transporte. Além disso, ter acesso ao histórico das operações permite mapear os principais gargalos, entender os problemas, fazer as correções necessárias e ajustar a estratégia.

PGR antecipa ameaças e revela oportunidades

Organizações que se comprometem com o PGR adotam uma atitude proativa ao invés de reativa. Sabemos que fazer a gestão de riscos é olhar para o futuro, uma vez que o gerenciamento eficaz em transporte requer a identificação antecipada de ameaças e, evidentemente, de oportunidades. 

Saber usar o gerenciamento de riscos para rever políticas, processos e padrões faz a diferença se sua empresa pretende elevar a performance. Não há como negar que um bom PGR tem inúmeros benefícios, entre eles:

  1. Melhoria das operações logísticas.
  2. Controle e prevenção dos riscos operacionais.
  3. Aumento da segurança.
  4. Conformidade com as regras das seguradoras.
  5. Entregas de qualidade.

Evidentemente, você não precisa fazer tudo isso sozinho. Um Plano de Gestão de Riscos envolve análise, experiência e o conhecimento de especialistas no assunto.

Aliás, agora que você entendeu o que é o PGR e como ele evolui de acordo com as tendências e demandas do mercado, saiba 6 pontos para levar em conta na hora de contratar uma gerenciadora de riscos.

Rodrigo Correa

Rodrigo Corrêa

Especialista em Gerenciamento de Risco – Key Account Manager

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