Os principais tipos de cargas e os cuidados com cada uma

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Por Rodrigo Oliveira – Diretor de Operações na OpenTech Software e Rastreamento

Fazer o transporte de mercadorias vai muito além de encaixotar produtos, carregar o caminhão e pegar a estrada. Quem dera fosse simples assim. A logística de transportes é infinitamente mais complexa.

Em um país de dimensões continentais que depende em mais de 60% do modal rodoviário para escoar sua produção e com uma economia tão diversificada, a movimentação de mercadorias requer expertise e eficiência.

Conhecer os tipos de cargas e suas particularidades é uma condição essencial para quem opera neste setor. Mas só conhecimento não basta.

É fundamental também que transportadores se especializem cada vez mais e embarcadores tenham a segurança de contar com parceiros altamente capacitados. Afinal, alta performance logística envolve uma série de fatores.

Grande parte da riqueza nacional circula pelas rodovias brasileiras. As principais atividades econômicas que contribuem para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) são o setor de serviços, indústria, comércio e agropecuária.

Ainda que o setor de serviços corresponda a mais de 50% do PIB, foi o agronegócio que se destacou em 2020.

De acordo com análise da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o PIB do segmento deve crescer 3% neste ano, após uma disparada de 9% no ano passado.

Atualmente, o agronegócio é responsável por cerca de 21% do PIB brasileiro. Outros 20% ficam por conta da indústria, que tem participação de 70% nas exportações e 68% nos investimentos privados em pesquisa e desenvolvimento.

E no mesmo ritmo em que a produção nacional se diversifica, o setor de logística e transporte precisa de know-how para fazer entregas de alta performance, atendendo de forma eficaz a indústria e o agronegócio, seja qual for o tipo de carga.

O importante é conhecer bem as características de cada produto, as exigências e necessidades dos embarcadores e adotar planos de gerenciamento e estratégias logísticas para que a distribuição das mercadorias seja feita de forma adequada, com a qualidade, a agilidade, a assertividade e a excelência que o cliente espera.

Principais tipos de cargas nas rodovias brasileiras

Quem trabalha no setor de logística e transporte sabe que há uma imensa variedade de produtos a serem transportados pelo país.

Confira os principais tipos de cargas e alguns cuidados a serem observados ao lidar com essas mercadorias:

1. Cargas frigorificadas

São mercadorias perecíveis, como legumes, frutas, verduras e laticínios, ou congeladas que precisam de transporte especial em função do risco de perderem a qualidade ou estragarem antes mesmo de chegar ao destino.

No transporte deste tipo de produto, é fundamental uma logística diferenciada, bom planejamento, gerenciamento adequado dos riscos, visibilidade, time especializado, transportadora com frota específica e execução operacional rigorosa.

O controle de temperatura durante toda a viagem, com acompanhamento online em tempo real, se faz necessário.

Escolher o parceiro certo tanto para o transporte quanto para o monitoramento da viagem é essencial, pois além da atenção para evitar acidentes e roubos, as condições de temperatura e umidade da carga devem ficar “visíveis” durante todo o percurso.

Para este tipo de carga, além de todos os requisitos de uma viagem segura, é fundamental investir constantemente em tecnologias e sistemas que garantam o controle da temperatura e a integridade da mercadoria.

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2. Cargas secas

Envolve produtos industrializados e não perecíveis, sem necessidade de refrigeração ou acondicionamento especial, transportados em caixas, sacos ou fardos, por exemplo. É o tipo mais convencional de carga em distribuição no país e não exige veículos especiais.

Mas não se engane: ainda que seja a mercadoria mais comum em circulação nas estradas brasileiras, sua empresa vai precisar, sempre, de um planejamento estratégico e de gerenciamento dos riscos inerentes à atividade de transporte.

Isso porque o Brasil é um dos recordistas em roubo de cargas. Em 2019, segundo a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC & Logística), foram mais de 18 mil ocorrências, com perdas superiores a R$ 1,4 bilhão.

E ainda que os números venham caindo gradualmente nos últimos três anos (em 2019 a queda foi de 17,1% em relação a 2018 e, na comparação de 2018 com 2017, a redução foi de 16,8%), a situação continua preocupante.

Em agosto do ano passado, as ocorrências nas estradas federais tiveram recuo de 27,1%, conforme reportagem do Estadão, mas conter os prejuízos se mantém entre as prioridades do setor.

Prevenir acidentes, evitar sinistros e garantir a excelência dos serviços, com entregas no prazo e sem incidentes é uma condição da qual não se pode abrir mão. Assim, é de extrema importância trabalhar com uma gerenciadora de riscos que tenha expertise para avaliar o tipo de carga seca – e sua ampla variedade – e implementar um GR inteligente, sensível ao contexto.

3. Cargas a granel

Podem ser classificadas em duas categorias: granel sólido e líquido.

As primeiras costumam ser grãos (soja, milho, arroz, feijão), madeira e minerais, como ferro, transportadas fora de embalagens, em veículos de carroceria aberta, graneleiros ou grade alta.

No caso do granel líquido (sucos, leite, óleo vegetal ou água potável) são utilizados tanques de aço, como caminhão cisterna, carro-tanque ou caminhão pipa.

Só no Porto de Santos, quase 50% das cargas são a granel.

Este tipo de transporte é um dos principais no Brasil e, em função do manuseio da mercadoria, é possível ocorrer desperdício ou perda de certa quantidade de produto durante a viagem ou no carregamento e desembarque.

Por suas particularidades, é imprescindível que seja feita uma gestão inteligente de toda a operação logística, evitando prejuízos durante o transporte. Há inclusive legislação que rege o percentual máximo de perda natural/quebra na remessa de graneis.

4. Cargas vivas

É muito comum no setor pecuário (vacas, galinhas, porcos) ou para fins veterinários e ambientalistas (transporte de animais silvestres, por exemplo, entre unidades de conservação).

Nesse tipo de frete, os principais cuidados passam pela segurança e bem-estar do animal, como o dimensionamento adequado do espaço e a ventilação do ambiente de transporte.

Por ser uma carga delicada, requer cuidados extras do motorista – além daqueles habituais com a segurança que toda viagem exige. É necessário que o transportador seja especializado e o motorista habilitado para lidar com carga viva.

Vale lembrar que há ainda intensa fiscalização nestes casos.

5. Cargas perigosas

Neste tipo de transporte, os produtos oferecem riscos à segurança das pessoas e do meio ambiente. São geralmente cargas explosivas, gases inflamáveis, gases tóxicos, materiais radioativos ou líquidos inflamáveis.

Os cuidados para prevenir um acidente com cargas perigosas devem ser duplicados, com treinamento especial das equipes, condições adequadas de descanso para o motorista e monitoramento online do percurso para prevenir e mitigar a possibilidade de sinistros.

A legislação é rigorosa para este tipo de transporte e, ao contratar este serviço, é fundamental ter parceiros altamente especializados, tanto no transporte quanto no gerenciamento dos riscos.

As frotas devem passar por manutenção periódica e preventiva, os motoristas devem receber capacitação constante e todos os colaboradores envolvidos no processo devem estar cientes das responsabilidades deste tipo de atividade.

6. Cargas de veículos

Com grandes montadoras no Brasil, não é raro encontrar caminhões-cegonha nas estradas. O transporte de veículos (carros, motos) é bastante comum no país e requer transportador especializado e motoristas treinados para evitar acidentes, como tombamentos.

Nestes casos, vale a pena investir em treinamentos específicos e programas de prevenção de acidentes voltados a este tipo de transporte, além de planos de gerenciamento de risco customizados, já que são cargas com alto valor agregado.

6. Outros tipos de cargas

Ainda que a lista principal de cargas seja essa, há outros tipos mais específicos de mercadorias que exigem transportadores também especializados.

Um exemplo são as cargas frágeis – produtos sensíveis e delicados com grande facilidade de quebra ou avaria, como vidros, cristais, louças e espelhos.

O transporte de valor é outro nicho. Esse tipo de carga exige cuidados extremos, como blindagem, mecanismos especiais de segurança, vigilância, equipes altamente treinadas etc. 

Há ainda a categoria de produtos especiais, que podem incluir itens como vacinas e outros medicamentos. 

No caso de cargas excepcionais de grande porte, como transformadores, guindastes, máquinas industriais e agrícolas etc., há regras específicas e a necessidade de autorizações especiais para o transporte.

Alta performance logística

Para fazer entregas com excelência e alta performance, é essencial ter conhecimento absoluto sobre todos os tipos de cargas e os requisitos para o transporte de cada uma delas.

Sem isso, fica difícil prestar um serviço de qualidade.

Some a esse conhecimento sobre os tipos de cargas, outros requisitos como o uso de frotas adequadas e motoristas capacitados, além de investimento em tecnologia e expertise que só parceiros especializados podem oferecer.

Lembre-se: é fundamental fazer a gestão logística e o gerenciamento de riscos para aprimorar o transporte de mercadorias, sejam elas quais forem.

A qualidade das entregas exige que cada produto seja tratado com especial atenção, como é o caso das cargas frigorificadas, que precisam de monitoramento constante de temperatura durante toda a viagem.

Do planejamento das rotas ao controle dos tempos e movimentações até a entrega ao cliente final com segurança e qualidade, tudo depende de uma gestão eficaz, bons processos e as melhores tecnologias para gerenciar suas operações.

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