Como fazer o gerenciamento de riscos eficaz? 11 pontos para ficar atento

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Você chega para mais um dia de trabalho, abre a caixa de e-mails e recebe uma péssima notícia: o caminhão que carregava produtos da sua empresa foi roubado em uma rodovia. O trecho, visado pelas quadrilhas, era considerado de risco. O histórico apontava para uma atenção maior naquele trecho, mas você não tinha um gerenciamento de riscos eficaz e nem sabia disso.

No Brasil, o crime organizado foi responsável por 22 mil ataques a cargas em 2018, segundo o levantamento da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC), resultando no prejuízo de cerca de R$2 bilhões para o setor. Além do prejuízo financeiro, os motoristas, que são parte essencial da cadeia de suprimentos, afirmam que assaltos e roubos são a maior dificuldade da profissão.

Agora, como um gerente de transporte atua em um país com índices de sinistralidade tão altos? Estando dentro dessa realidade caótica, onde tantas ocorrências de transporte acontecem, a única solução parece ser gastar o mais rápido possível com um gerenciamento de riscos, certo? Não.

De fato, investimentos que minimizem prejuízos são extremamente bem-vindos, inclusive, em um gerenciamento de riscos eficaz, o sinistro relatado anteriormente poderia ter sido evitado, porém, você deve se atentar à eficácia do gerenciamento de risco em transporte, pois nem todos possuem a expertise necessária para atender suas demandas.

Diante de um panorama tão desafiador, é preciso analisar todas as partes do seu gerenciamento de risco no transporte e entender que é errônea a ideia de que gerenciar riscos é somente cuidar das cargas durante a viagem. Neste artigo, você descobrirá como fazer o gerenciamento de riscos na logística de transporte de forma eficaz. Boa leitura!

O que envolve um gerenciamento de riscos eficaz?

O fato é que, se você não expandir sua visão sobre gerenciamento de transporte, sua gestão sempre será a mesma, e atitudes assim não têm mais espaço em um mercado tão competitivo e dinâmico. 

Sua empresa sofrerá com incertezas que impactam diretamente na satisfação dos seus clientes, como o aumento do prêmio da apólice e multas contratuais causadas pela falta de abastecimento dos CD’s do embarcador.

É um erro dizer que a gestão de riscos é apenas administrar roubos e furtos; ela deve envolver uma série de ações com o intuito de melhorar o desempenho das operações e resultados da companhia. 

É preciso buscar as melhores soluções e traçar estratégias para garantir a alta eficiência dos processos operacionais. O gerenciamento de risco no transporte é extremamente complexo e envolve mais etapas do que somente rastrear a carga do ponto A ao ponto B.

Para um gerenciamento de risco no transporte eficaz também deve-se prever possíveis interferências em todas as etapas da operação. Apenas assim, é possível desenvolver ações que possam corrigir ou até mesmo eliminar essas falhas!

Quais áreas do transportes são impactadas por um gerenciamento de riscos eficaz? 

Diante do que foi dito anteriormente fica claro que, quando bem realizado, o gerenciamento de riscos vai além de impactar somente o processo de entrega das mercadorias.

Ele tem a capacidade de otimizar a experiência e satisfação da sua carteira de clientes e evitar prejuízos fiscais, financeiros e de saúde, principalmente dos motoristas que enfrentam diariamente as dificuldades do transporte nas estradas brasileiras.

São muitas as razões para você incluir um gerenciamento de riscos de transporte na sua gestão logística, com um parceiro especializado. Confira abaixo: 

Mercadorias diferentes, riscos diferentes

Uma gerenciadora de riscos eficaz deve ter expertise em todos os nichos de mercadoria para evitar acidentes antes mesmo da viagem acontecer. O cuidado com a amarração de carnes com osso em gancheiras, por exemplo, precisa de uma organização específica na carreta. Caso contrário, as chances de um tombamento durante a viagem é muito maior.

Inspeções regulares para maior segurança

Como mencionado, a carga deve ser adequada ao veículo, considerando seu peso, suas dimensões ou, no caso de cargas frigorificadas, as tecnologias que o caminhão dispõe. Além disso, as condições do veículo, como pneus e freios, devem ser inspecionadas com regularidade por meio de um eficiente programa de manutenção preventiva. 

Outro ponto que não pode ser ignorado são os periféricos de rastreamento, como sensores, pois são eles que garantem a boa atuação da torre de controle durante as viagens.

Motoristas com documentações em dia

Por conduzirem veículos com mercadorias valiosas, é importante que todos os motoristas tenham cadastro e pesquisa aprovados e documentos, como CNH e EMOPP, em ordem, incluindo todas as certificações requisitadas.

Ademais, um gerenciamento de riscos eficaz deve prezar pela vida humana e proteger os motoristas da sua empresa, pois eles são os profissionais mais expostos aos perigos das operações de transporte, como assaltos e acidentes.

Controle de todas as etapas da viagem

Por fim, uma gerenciadora de riscos eficaz deve ter o controle de todas as etapas da operação, desde o processo de carregamento até o descarregamento do CD, sempre observando o comportamento do motorista e veículo. Dessa forma, a cadeia de suprimentos será concluída com sucesso, sem eventos indesejados.

Não se esqueça: independente do modal, todo transporte logístico é realizado através de processos, tanto de quem contrata um serviço de frete quanto de quem o realiza. Por isso, um gerenciamento de riscos eficaz deve permear a gestão de transporte de ambas as frentes para assegurar o bom funcionamento da cadeia de suprimentos.

Quais resultados um gerenciamento de riscos eficaz pode trazer para minha empresa?

Com o gerenciamento eficiente das ocorrências durante a viagem e adoção de medidas preventivas, é possível identificar e mitigar os riscos envolvidos em todas as etapas da movimentação de mercadorias e manter a eficácia dos processos logísticos.

Tendo em mente que gerenciar riscos engloba antecipar eventos não desejados, abrem-se inúmeras oportunidades para controlar com maior eficácia a movimentação de cargas da empresa.

Tendo isso “na ponta do lápis”, você descobrirá que um gerenciamento de riscos eficaz:

  • Reduz custos e prejuízos;
  • Melhora os resultados;
  • Minimiza os prejuízos decorrentes de atrasos;
  • Ameniza as falhas na entrega;
  • Reduz as ocorrências de avarias na carga e/ou sinistros;
  • Evita viagens mal planejadas;
  • Evita acidentes;
  • Diminui o volume de multas;
  • Controla a manutenção da frota;
  • Melhora a qualificação dos profissionais.

11 pontos que não podem ser negligenciados no gerenciamento de transporte

No dia a dia do gerenciamento de transporte, há uma série de fatores a serem considerados e, embora pareça óbvio, não custa lembrar: a prevenção é sempre a melhor escolha. 

Com tantos fatores a serem levados em conta, alguns deles podem passar despercebidos. Por isso, listamos 11 pontos que não podem ser negligenciados no gerenciamento de transporte:

1. Treinamento dos profissionais

Equipes que sabem a importância do seu trabalho, entendem os valores da empresa e estão comprometidas com seu propósito apresentam melhores resultados. Portanto, busque treinar todos os profissionais da sua empresa, independente do setor.

A Opentech, por exemplo, conta com um programa de treinamentos e cursos chamado Open Universidade: um ambiente de ensino a distância voltado para área de transporte, logística e gerenciamento de riscos.

2. Manutenção da frota

A manutenção em dia evita acidentes, imprevistos durante a viagem que levam a atrasos nas entregas ou paradas inesperadas em locais que podem ser perigosos, favorecendo sinistros. Sendo assim, é essencial que os veículos de transporte estejam em bom estado. 

Quando todo o controle e acompanhamento das revisões dos caminhões é feito, por exemplo, as chances de problemas mecânicos e, consequentemente, acidentes, são reduzidas drasticamente.

3. Horários das viagens e locais de paradas

As quadrilhas de roubos de cargas não tem limites e muitas agem em plena luz do dia. Ainda assim, é durante a noite, com as estradas vazias, baixa visibilidade, motoristas cansados e com a atenção reduzida, que as chances de sinistros aumentam. Por isso, a recomendação é que as viagens sejam feitas durante o dia, com paradas para pernoite em locais seguros e definidos pela gerenciadora de risco.

4. Histórico das ocorrências

Se você conta com uma gerenciadora de riscos experiente, que atua há anos no mercado com inúmeros cases de sucesso, terá acesso a uma histórica de dados, estatísticas, indicadores e informações estratégicas. Desta forma, o planejamento das viagens será baseado em horários, trajetos, paradas, pontos para alimentação e abastecimento mais seguros.

5. Tendências em tecnologia

O setor de logística e transportes conta hoje com soluções integradas para auxiliar na gestão e gerenciamento de riscos. 

A tecnologia e o uso de inteligência artificial têm se mostrado importantes aliados quando o assunto é segurança, oferecendo amplas possibilidades, sempre atentando-se a importância da comunicação no segmento dos transportes, além de rastreamento e interação.

Um exemplo disso é o Rastreamento 4.0 da Opentech, que avalia cada ocorrência já executando ações automáticas, como envio de comandos e mensagens e informando o operador qual tem mais chance de roubo.

No caso de detecção de uma ocorrência mais crítica com alto grau de risco, o sistema automatiza a ligação para o motorista ou para o cliente e já direciona uma ação de pronta-resposta, para evitar a ocorrência de qualquer tipo de sinistro!

6. Parceiros com códigos de ética e compliance

Um programa de gerenciamento de riscos eficaz passa pela escolha dos parceiros. Empresas que armazenam o histórico de tratativas e gravações das ligações, por exemplo, devem ser consideradas.

Dê atenção àqueles com programas de auditorias, fiscalizações e códigos de ética, transparência e compliance, que demonstram seriedade nos processos internos, comprometimento com a legislação e com os resultados, além de preocupação com a satisfação dos clientes.

7. Análise de rota e monitoramento da carga

Monitorar a carga, adotar sistemas eficazes que dêem a devida atenção a importância da comunicação no segmento dos transportes e manter a visibilidade das viagens é essencial. 

Para isso, encontre parceiros que utilizem sistemas de alarme e alerta que informem, por exemplo, quando o veículo sai da rota, estaciona de forma súbita ou faz paradas fora dos locais homologados.

Para mais, conte com equipes treinadas e serviços de inteligência para agir de forma assertiva na tomada de decisões. Esses fatores são determinantes quando se fala em gerenciamento de risco no transporte.

8. Estratégias de gestão de riscos eficaz

Com todos os dados e indicadores necessários em mãos, é possível analisar o histórico de sinistros, identificar gaps na operação, mapear os pontos mais fracos, as áreas mais críticas e adotar medidas estratégicas de prevenção.

Um planejamento baseado em dados estruturados é determinante para uma gestão assertiva. Atualmente, o capital informacional dentro de um planejamento é um ingrediente essencial na receita de sucesso no mundo dos negócios.

9. Registros e documentações

Se você não costuma manter todas as ocorrências, incidentes e informações bem documentadas, reavalie essa prática. Não registrar quando, como e por que cada sinistro ou problema ocorreu vai impedir que ações corretivas sejam tomadas.

Para que a análise de riscos seja precisa, as informações devem ser claras e objetivas, por isso, busque uma forma de manter o histórico de todas as não conformidades. Com o tempo você poderá avaliar em quais áreas foram obtidos avanços e onde será necessário investir mais recursos para mitigar prejuízos.

10. Riscos de menor impacto

Não é porque um eventual risco representa menor impacto aos negócios, seja na imagem da empresa ou nos resultados financeiros, que ele pode ser ignorado; um gerenciamento de riscos eficaz deve considerar todas as possibilidades, independente do seu potencial ofensivo. É um erro achar que só os fatos mais danosos à empresa precisam ser prevenidos ou remediados.

11. Análises periódicas

Uma vez identificados os riscos, é preciso manter um controle e acompanhamento sistemáticos. Caso contrário, você pode ser surpreendido por um risco que era aparentemente pequeno e que, por ter sido “deixado de lado”, tornou-se um problema de grande proporção.

Neste caso, seu plano de gerenciamento de riscos terá de ser inteiramente alterado. Estruturar uma planilha e revisitar frequentemente cada aspecto da sua operação é uma boa alternativa. 

Não se esqueça: gerenciar riscos é uma tarefa dinâmica e precisa fazer parte da sua rotina de trabalho! Tendo isso em mente, busque:

  • Sistematizar processos;
  • Capacitar e motivar seu time;
  • Padronizar as atividades;
  • Automatizar as operações;
  • Manter a visibilidade das viagens;
  • Minimizar as chances de erro;
  • Buscar gerenciadoras de risco experientes;
  • Adotar boas práticas no dia a dia;
  • Ser criterioso na escolha dos fornecedores;
  • Investir em tecnologia;
  • Atentar a todos os riscos, independente do “tamanho”.

Os riscos em logística e transportes, como já dissemos, vão muito além dos roubos e envolvem todo o processo de movimentação de cargas. Monitoramentos e estratégias bem definidos vão tornar a sua missão muito mais fácil.

Como você percebeu ao longo desse texto é essencial ter uma gerenciadora de riscos se você deseja transportar insumos no Brasil. Porém, você deve contratar uma boa GR para otimizar os processos da sua gestão logística. Deseja entender melhor esse mercado? Clique aqui e descubra qual seu papel e 6 pontos para você confiar sua carga sem preocupação!

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© 2021 Opentech Soluções em Gerenciamento de Risco e Logística. Todos os direitos reservados.
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