Governança corporativa e compliance: qual a diferença?

Resumo

Se quiser, pule para a parte do seu interesse:

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Agir com transparência, ética e em conformidade com leis e normas é fundamental para a reputação e o sucesso dos negócios. Para acompanhar as constantes mudanças no ambiente regulatório do país e lidar com as expectativas e demandas do mercado, empresas têm investido em boas práticas de governança corporativa e compliance.

Embora diferentes, as duas ferramentas se complementam na gestão corporativa, contribuindo para o alinhamento dos valores da marca, ganhos na reputação, identificação e controle de riscos, cumprimento de normas, maior credibilidade no mercado e longevidade do negócio.

Empresas que adotam programas de governança corporativa e compliance são mais seguras e confiáveis e, desta forma, provam seu comprometimento com a ética e as regras do mercado. Em ambientes competitivos como o de transporte e logística, confiança, credibilidade e transparência são assunto sério.

Para entender o que é governança corporativa, o que é compliance, as diferenças entre esses dois conceitos, as vantagens de cada um deles e como esses sistemas se complementam, confira este artigo.

O que é governança corporativa?

A governança corporativa aponta os rumos da administração da empresa com o objetivo de melhorar a performance operacional e o relacionamento entre sócios, conselho de administração, diretoria, órgãos de fiscalização e controle, colaboradores e demais públicos.

Ao adotar boas práticas da governança corporativa, a organização converte seus princípios em ações objetivas e mostra ao mercado, acionistas, clientes, fornecedores, colaboradores, investidores e ao governo que é uma empresa confiável, séria e transparente.

A governança corporativa interfere diretamente na imagem e na reputação da empresa.

Pilares da governança corporativa

Existem quatro fundamentos que norteiam a governança corporativa.

Transparência

Empresas que adotam a governança corporativa estão abertas para apresentar as informações que sejam de interesse dos stakeholders e não somente aquelas impostas pela legislação. Isso gera confiança e passa segurança ao mercado.

Equidade

Para organizações que mantêm a governança corporativa, deveres são cobrados igualmente de todos os stakeholders, assim como todos têm seus direitos, necessidades e interesses assegurados. O tratamento justo, respeitoso e isonômico é um princípio importante e garantido a todos.

Accountability (prestação de contas)

Agentes de governança devem estar dispostos a cumprir seus papeis com diligência e a prestar contas de sua atuação de modo claro e objetivo, se responsabilizando por seus atos. Desta forma, a empresa também demonstra seriedade na condução dos negócios e preocupação em atender as expectativas dos stakeholders.

Responsabilidade corporativa

A viabilidade econômico-financeira é aspecto importante para quem adota boas práticas de governança corporativa. O quarto fundamento – responsabilidade corporativa – prevê que o negócio seja conduzido de forma sustentável e eficiente, considerando os riscos e potenciais financeiro, intelectual, humano, social e ambiental.

 Vantagens da governança corporativa

Se bem estruturada nos quatro pilares, a governança corporativa contribui com o planejamento estratégico da empresa e resulta em boa reputação no mercado, ampliação na carteira de clientes, retenção de talentos, crescimento e, naturalmente, maior interesse de investidores.

Aprimorar o senso de responsabilidade é outra vantagem e as empresas podem mirar não apenas em metas de rentabilidade, mas na possibilidade de criar uma identidade corporativa, reafirmando seu compromisso por meio de iniciativas de responsabilidade social.

Os processos administrativos passam a ser mais claros e transparentes e as empresas aprimoram seu senso de responsabilidade, gerando mais confiança no mercado. Graças a essa transparência e ao maior acesso dos stakeholders às informações, fica mais fácil, inclusive, identificar tentativas e evitar fraudes.

A adoção da governança corporativa se tornou tão importante no Brasil que a bolsa de valores mantém categorias para cada tipo de nível de governança corporativa adotado pelas empresas.

Por ser considerada uma estratégia ampla, a governança corporativa:

  • preserva a imagem institucional;
  • traz status e valor à marca;
  • contribui para a longevidade dos negócios;
  • torna o ambiente mais saudável;
  • favorece o crescimento;
  • demonstra a preocupação da companhia com o futuro;
  • melhora os resultados.

O que é o programa de compliance?

Compliance deriva do verbo em inglês to comply, que significa “estar em conformidade” com normas, leis, regulamentos internos e externos e padrões éticos. É uma ferramenta mais específica do que a governança corporativa porque foca em manter a atividade da empresa conforme a legislação.

Quem adota um programa de compliance está (e precisa provar que está) em conformidade com todas as leis e normas que dizem respeito à empresa e sua área de atuação.

É uma ferramenta de integridade corporativa, em que normas externas e internas devem ser observadas e cumpridas, sejam elas obrigações trabalhistas, fiscais, regulatórias, ambientais, concorrenciais e anticorrupção.

Quando uma empresa está em conformidade com todas as regras – inclusive os controles internos de governança corporativa – diz-se que ela “está em compliance”.

É por isso que o programa de compliance é considerado uma parte da estratégia da governança corporativa. Em resumo, compliance são medidas e procedimentos para se adequar e fazer cumprir normas e leis, detectar e remediar irregularidades e combater fraudes e corrupção.

Fases do programa de compliance

Ao instituir o compliance corporativo, algumas fases são necessárias. As etapas vão da avaliação dos riscos, treinamento e comunicação, canais de denúncia, criação do código de conduta e controles internos até auditoria e monitoramento. Confira:

  • Avaliação dos riscos

O primeiro passo é identificar e avaliar os riscos de corrupção e desvios de conduta aos quais a companhia está sujeita. A partir daí é possível fazer a mensuração da exposição a esses riscos, mapeamento dos processos, treinamento dos stakeholders envolvidos e formas de controle interno.

  • Ambiente ético

A criação de um ambiente ético inicia com a etapa de mandatos, responsabilidades e a implantação de uma estrutura de governança anticorrupção. É nesta fase que se estabelece a cultura de integridade.

  • Controles internos

O programa de compliance exige controles internos para prevenir casos de corrupção. Qualquer brecha precisa ser identificada. É importante que a empresa faça revisões periódicas no código de ética, manuais contra fraudes,  anticorrupção e ajustes nos procedimentos.

  • Canais de denúncias e processos internos

Para que o sistema seja eficaz, as empresas devem manter canais de comunicação, treinamento e denúncia ativos. Nesta fase é importante contemplar também planos de gerenciamento de crise, com medidas corretivas e de resposta imediata.

  • Auditorias e monitoramentos

A eficácia do compliance está nas atividades de monitoramento e melhoria contínua. Certificar-se de que a empresa segue as regras internas, normas, legislações e as boas práticas será decisivo para o sucesso do programa. Os processos devem ser revistos constantemente, com a realização de auditorias e planos de remediação.

Vantagens do compliance

Empresas que são denunciadas em esquemas de fraude e corrupção têm sua imagem e credibilidade seriamente afetadas. Ao adotar programas de compliance, as companhias criam mecanismos para cumprir leis e normas e aumentam a vigilância sobre condutas éticas, evitando problemas no futuro.

As crescentes operações de desmantelamento de esquemas de corrupção no país colocaram em evidência a necessidade de programas de compliance. O termo ganhou força, inclusive, com a regulamentação da Lei Anticorrupção.

Ao deixar claro que não se envolve em práticas imorais e ilegais, mantém um código de conduta disseminado entre todos os seus colaboradores e estabelece canais internos de denúncias, a empresa reforça ao mercado sua integridade e idoneidade e, naturalmente, melhora sua reputação.

Diferença entre governança corporativa e compliance

Embora se complementem, governança corporativa e compliance não são a mesma coisa.

Governança corporativa tem sentido mais amplo e diz respeito à forma como a empresa alinha suas estratégias, sua filosofia, sua cultura, interesses, objetivos e políticas de relacionamento com os diversos públicos, com o objetivo de melhorar sua reputação e valor de mercado.

O compliance é a maneira de garantir, mais especificamente, que a gestão cumpra as normas e leis vigentes, assuma responsabilidades éticas e siga programas de combate à corrupção.

Os dois sistemas, no entanto, exigem seriedade e comprometimento para comprovar a confiabilidade e a segurança com que a companhia conduz seus negócios.

Os benefícios da governança corporativa e compliance para sua empresa

A governança corporativa e o compliance são inspirados em modelos criados nos Estados Unidos e se fortaleceram no Brasil à medida que os executivos passaram a enxergar essas ferramentas como investimento e não como um custo.

Não há como negar os benefícios da governança corporativa no relacionamento com seus públicos, que resultam na reputação da organização e no reconhecimento por sua integridade, solidez e confiabilidade.

Já a transparência é o ponto alto do compliance, que comprova não apenas como as empresas cumprem as normas e leis, mas demonstra a seriedade e a ética com que conduzem os negócios.

Confira alguns benefícios de adotar programas de governança corporativa e compliance:

  • Alinhamento de interesse dos stakeholders e definição de um planejamento estratégico.
  • Aprimoramento do relacionamento com os públicos.
  • Mais transparência nas ações e estratégias para a tomada de decisões.
  • Ganho em reputação, imagem e valorização da marca, com aumento da longevidade do negócio.
  • Mais atenção do mercado e atração de investidores.
  • Redução de riscos, prevenção e ação rápida em casos de desvios éticos, de conduta ou casos de corrupção.
  • Mais clareza para os colaboradores sobre os princípios e objetivos da empresa.
  • Menores possibilidades de penalização e implicações legais por desvios de conduta com aumento da eficiência e credibilidade.

Programa de compliance inovador para gerenciadoras de risco

Empresas preocupadas com o cumprimento de normas, que desejam criar mecanismos de controle e monitoramento e difundir a cultura de ética em suas organizações têm no compliance uma excelente ferramenta.

Com o objetivo de identificar e se antecipar a atitudes não alinhadas a seus pilares, a Opentech criou um programa inovador para gerenciadoras de risco, o OpenComply. A iniciativa contempla estratégias e procedimentos para garantir que a empresa esteja em conformidade com as regras do mundo corporativo.

O OpenComply é composto por oito etapas e teve seu ponta pé inicial com a análise de riscos, que inclui mapeamento e identificação das áreas ou processos expostos aos riscos.

Como parte do projeto, a empresa realizou a Semana do OpenComply, com treinamento e comunicação para os profissionais. Nesta etapa, o objetivo foi disseminar a importância do programa, com alinhamentos ao objetivo principal de evolução da empresa para um patamar de excelência em transparência e estabilidade.

A Opentech é uma empresa modelo de governança corporativa, auditada por empresa especializada e que patrocina o compliance. O OpenComply vem a garantir menos riscos ao negócio e desdobra mutuamente a todo ecossistema positivamente, seus funcionários, clientes e parceiros, aumentando a solidez do negócio, oportunidades, qualidade do serviço e ambiente leve.

 Governança corporativa e compliance: um assunto para todo mundo

Não importa o segmento de atuação. Empresas comprometidas com a excelência do negócio podem – e devem – investir em programas de governança corporativa e compliance.

Transparência, conduta ética e atuação em conformidade com as leis e normas levam dão credibilidade e aumentam a confiança do mercado. O resultado? Valorização da marca, reputação, crescimento e investidores cada vez mais interessados.

Se você quer saber mais sobre o tema, confira também este artigo:  Governança corporativa e compliance: como eles impactam na gestão logística?

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