Gerenciamento de Risco no transporte de medicamentos: conheça os desafios

Resumo

O roubo de cargas – que representa uma enorme dor de cabeça para o setor de transporte e logística – é um problema ainda maior no gerenciamento de risco em transporte de medicamentos.
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Manter uma logística eficiente, em que a entrega da carga é otimizada e atende com excelência as demandas de tempo, custo e segurança é meta de quem faz o gerenciamento de riscos no Brasil. O desafio, porém, se agiganta quando se trata do Gerenciamento de Risco no transporte de medicamentos.

A distribuição de fármacos no país enfrenta gargalos que vão além dos já reconhecidos pelo setor de transporte rodoviário de cargas, como a falta de infraestrutura nas rodovias, a deficiência na manutenção das frotas e a incidência de acidentes nas estradas.

O roubo de cargas – que representa uma enorme dor de cabeça para o setor de transporte e logística – é um problema ainda maior no gerenciamento de risco em transporte de medicamentos.

Este tipo de mercadoria envolve operações complexas e cuidados especiais, em alguns casos, inclusive, com refrigeração e controle de umidade para garantir a integridade e a qualidade dos produtos.

Nesta hora, saber vencer os desafios do transporte rodoviário de medicamentos e contar com gerenciadoras de risco experientes em operações complexas, aptas a elaborar um plano de gerenciamento de risco (PGR) específico para as particularidades da operação passa a ser fundamental.

Neste artigo, vamos falar sobre as dificuldades enfrentadas por quem faz o transporte de fármacos no Brasil e como montar um PGR eficaz para o setor de medicamentos. Confira a seguir e boa leitura!

A importância e o desafio do transporte de medicamentos

Fundamental à vida de milhões de brasileiros, os fármacos precisam circular de maneira ágil no país e o segmento exige um plano de gerenciamento de riscos especial – principalmente em períodos como o de pandemia como o que vivemos, quando a logística para a distribuição de vacinas, oxigênio e medicamentos foi colocada à prova.

De acordo com o Conselho Federal de Farmácia, o Brasil tem mais de 89 mil farmácias e drogarias comerciais, 10,8 mil farmácias públicas, cerca de 6,8 mil farmácias hospitalares, mais de 4,6 mil distribuidoras de medicamentos e 454 indústrias farmacêuticas.

Garantir o fluxo desses produtos em um país do tamanho do Brasil e que tem mais de 60% das mercadorias sendo transportas pelo modal rodoviário é um desafio e tanto.

Normas para o transporte de medicamentos – A movimentação rodoviária de fármacos requer o cumprimento de regras e leis vigentes que determinam as condições para esse serviço, garantindo a qualidade dos produtos de forma que não ofereça riscos à saúde ou à vida dos pacientes.

A autorização para o transporte rodoviário de medicamentos é concedida pela Anvisa e as licenças variam conforme o tipo de carga e se a substância é controlada ou não.

Os profissionais responsáveis pelo transporte também devem ser habilitados para essa atividade. O armazenamento e manipulação da mercadoria requer cuidados específicos, já que as cargas são perecíveis e os riscos vão muito além de roubo e extravio.

Transporte de cargas refrigeradas – No transporte de medicamentos, o plano de gerenciamento de riscos deve ser customizado para cada tipo de operação, garantindo a eficiência e a alta performance logística, a prevenção de sinistros e a redução de prejuízos.

O transporte inadequado pode comprometer a mercadoria. Alguns fármacos, se transportados de forma errada, em condições não conformes, podem inclusive ter seus princípios ativos alterados.

Há casos em que uma das exigências é a refrigeração. Quando a carga requer temperatura controlada, menor do que a ambiente, sob o risco de comprometer a qualidade do produto, a operação se torna ainda mais complexa e requer gerenciadoras de risco especializadas no monitoramento de transportes desta natureza.

Leia aqui sobre o rastreamento de cargas refrigeradas

“Para que esses produtos tão essenciais cheguem a uma dessas mais de 89 mil farmácias do país, um grande processo de segurança e logística é necessário para cobrir praticamente todos os bairros das cidades brasileiras.”

Maurício ArriateHead Comercial da Opentech

Cuidados no transporte de medicamentos e prevenção de sinistros

Os medicamentos estão na lista dos produtos mais visados pelas quadrilhas especializadas em roubos de carga. Assim como os eletroeletrônicos, cigarros, alimentos e bebidas, os itens farmacêuticos chamam a atenção dos criminosos porque têm maior valor agregado e são facilmente repassados no mercado ilegal.

Analgésicos, remédios para hipertensão, drogas para o tratamento de câncer e impotência sexual, vacinas e até antigripais estão na lista de “preferências”. Em 2020, segundo levantamento da NTC&Logística, o Sudeste registrou 11.516 roubos a carga, um prejuízo de R$ 887,93 milhões (70,93% do total apurado no Brasil).

São Paulo concentrou 41,80% das ocorrências. Quatro em cada 100 casos envolveram cargas de medicamentos. Segundo o especialista da Opentech, Maurício Arriate, o número é alto, mas está cinco vezes abaixo do verificado nas ocorrências envolvendo cargas do gênero alimentício.

“O roubo a cargas de alimentos corresponde a 20% dos sinistros em São Paulo. No caso dos medicamentos, o investimento feito pela indústria farmacêutica em programas completos de gerenciamento de riscos tem se mostrado eficiente na prevenção e redução das ocorrências, mas por possuir alto valor agregado ocasiona grandes prejuízos ao setor.”

Como evitar o roubo das cargas de medicamentos

O foco em prevenção e a experiência de gerenciadoras de risco especializadas no segmento são as principais medidas para quem busca eficiência no transporte rodoviário de medicamentos.

Embarcar e transportar fármacos pelas estradas brasileiras é uma responsabilidade e tanto. Conhecer os riscos e os desafios da atividade faz toda a diferença na hora de mapear as medidas e as estratégias para mitigar os riscos, reduzir a previsibilidade da operação e neutralizar eventuais prejuízos.

Para evitar o roubo das cargas de medicamentos, anote algumas medidas importantes:

  1. Conte com uma gerenciadora de riscos experiente em operações complexas e especiais.
  2. Redobre os cuidados e a atenção em trechos reconhecidamente perigosos. Segundo a NTC&Logística, 80% dos casos de roubo ocorrem em áreas urbanas.
  3. Reduza a previsibilidade da operação variando rotas e paradas, já que as quadrilhas também observam as operações, trajetos e paradas usuais.
  4. Motoristas devem seguir o plano de gerenciamento de risco, considerando todas as orientações de segurança e informando qualquer imprevisto.
  5. Invista em tecnologia para o rastreamento e monitoramento das operações. Esses serviços são fundamentais para a localização do veículo e da carga em caso de roubo e aumentam em muito as chances de recuperação da mercadoria.
  6. Aposte no tripé pessoas, processos e tecnologia. A segurança no transporte não está apenas na viagem. Toda a operação deve ser eficiente e segura para garantir a alta performance.

Como montar um PGR eficaz no setor de medicamentos

O ponto chave para um plano de gerenciamento de riscos (PGR) eficaz no transporte de medicamentos é a prevenção. Não é à toa que indústrias farmacêuticas e distribuidores investem milhões em medidas protetivas e preventivas na tentativa de inibir a ação das quadrilhas e reduzir os prejuízos.

Evitar que uma carga seja levada, no caso de medicamentos, é essencial. Isso porque, mesmo com o trabalho das equipes de pronta resposta, os fármacos recuperados devem passar por inspeção da Anvisa e, via de regra, são descartados para evitar qualquer risco à vida das pessoas.

Neste sentido, o quesito prevenção do PGR ganha um status primordial. De acordo com o tipo de produto, a perecibilidade, o trecho que a carga vai percorrer e a urgência de entrega é que são determinados os protecionais adequados para o transporte.

Um plano de gerenciamento de riscos voltado ao segmento de medicamentos deve seguir alguns requisitos importantes. É fundamental elaborar uma estratégia de prevenção para mitigar os riscos de acordo com as particularidades da operação, protegendo os produtos a partir da análise dos índices de criminalidade de cada trajeto ou região.

Definido o plano de gestão de riscos para a operação, este deve ser inserido em sistema, ter seu controle automatizado, gerando confiabilidade ao cumprimento integral das normas descritas e alertando qualquer inconformidade. Tais normas, inseridas pré-embarque, são essenciais quando falamos em prevenção

5 pontos essenciais do PGR para o gerenciamento de risco no transporte de medicamentos

Um plano de gerenciamento de riscos focado no transporte de medicamentos deve levar em conta alguns aspectos específicos. Confira cinco pontos listados pelo head comercial da Opentech, Maurício Arriate.

Horário de rodagem

Planeje as viagens escolhendo as rotas e os horários mais seguros para a operação, embasados no histórico de operações de transporte de medicamentos.

Gerenciadoras de risco experientes têm todos os indicadores capazes de definir as melhores estratégias para o transporte de medicamentos, respeitando prazos de entrega e definindo os impactos que cada escolha de roteiro vai trazer.

Perfil de contratação da frota

O transporte de fármacos exige transportadores especializados. É preciso ser criterioso na seleção e contratação da frota e dos profissionais envolvidos na operação.

Os prestadores de serviço em transporte de medicamentos, perfumaria, cosméticos e similares devem estar devidamente homologados e atender às exigências legais.

Tipo de protecionais e quantidades

O plano de gerenciamento de riscos vai identificar quais os tipos de protecionais mais indicados para o transporte de fármacos, levando em consideração as variáveis da operação e o nível de risco.

O rastreamento e o monitoramento são essenciais, pois garantem a visibilidade da operação em tempo real e a tomada rápida de decisões assim que qualquer eventualidade é identificada.

Além do rastreador principal, há recursos como o imobilizador, travas e portas cofre, iscas eletrônicas e escoltas armadas, dependendo do valor da carga.

Capacitação dos profissionais

Ter profissionais aptos ao transporte de medicamentos é necessário, assim como em outras etapas da operação. Além dos riscos da viagem, o armazenamento, embarque e desembarque das mercadorias também requer cuidados.

Qualquer problema pode comprometer a qualidade da carga e, mais uma vez, a prevenção aqui é ouro. Não se pode abrir mão de investimentos em treinamento e capacitação dos times que vão trabalhar na logística e transporte de fármacos.

Serviços de inteligência

A prevenção está intimamente ligada ao conhecimento sobre a operação e os riscos inerentes à atividade. Por isso, o transporte de medicamentos requer um conjunto de ações de inteligência que levem à maior segurança nos aspectos lógicos e técnicos do processo com foco na prevenção de roubos, perdas e danos.

O serviço de inteligência inclui auditorias e acompanhamento em clientes para a manutenção do plano de gerenciamento de riscos, escolha dos fornecedores conectados às boas práticas do mercado e atentos às tendências de risco e sinistralidade, além de investigação e monitoramento de rotas e paradas para garantir a segurança do motorista e da carga.

Operações complexas e PGRs inteligentes

Para operações especiais e complexas como gerenciamento de risco no transporte de medicamentos, a prevenção é a palavra de ordem. E a única maneira de evitar roubos, acidentes ou problemas com a temperatura das cargas é ter um plano de gerenciamento de riscos inteligente.

Aliado à tecnologia, processos, profissionais especializados e soluções para gestão logística, o PGR focado no transporte de medicamentos oferece os melhores resultados, com entregas no prazo e com a qualidade desejada pelos clientes.

Tenha isso em mente e conte com quem tem expertise no gerenciamento de riscos no segmento de fármacos.

Se você quer saber mais sobre o assunto, leia o artigo Plano de Gestão de Risco (PGR): o que é, como evoluiu e como montar um plano de gerenciamento de risco inteligente

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