Como fazer gerenciamento de riscos para transporte de cargas

Gerenciamento de Risco

Fazer gerenciamento de riscos para transporte de cargas no Brasil é uma questão logística, mas também de segurança. Em 2016, foram cerca de onze mil acidentes nas estradas federais, envolvendo veículos pesados, de março a junho.

Isso sem contar a vulnerabilidade de motoristas e cargas em relação a assaltos, atrasos e multas. É por essas e outras que gerenciar riscos nesse tipo de transporte não é uma opção, mas sim uma forma de evitar prejuízos e proteger as pessoas que trabalham na sua empresa.

Mas não se engane: gerenciar riscos para transporte de cargas não é uma coisa que acontece só durante a viagem. É preciso entender o processo como um todo, e começar a gestão de probabilidades na hora de contratar pessoas para trabalhar e só termina quando o pós-venda estiver concluído.

Resumindo, as transportadoras devem gerenciar os riscos do negócio ao longo de toda a empresa, e não apenas na estrada. Assim os resultados vão ser bem mais assertivos e, de certa forma, reais.

Veja algumas dicas de como fazer gerenciamento de risco para transporte de cargas e faça seu negócio ser mais rentável e seguro daqui pra frente:

1. Recrute as pessoas certas

O transporte de cargas no Brasil, hoje, é feito majoritariamente por caminhão: o modal rodoviário é o primeiro no rol de possibilidades, graças a seu baixo custo em relação aos demais (aéreo, marítimo, ferroviário, etc.).

Por isso, você começa a gerenciar seus riscos a partir das pessoas que você contrata. Não deixe de investir em testes práticos, psicológicos e, claro, muito treinamento. É muito importante conhecer o histórico, por referência ou indicação e ainda realizar consultas via serviços de cadastro de motoristas que trazem informações importantes do perfil profissional.

Um motorista instável, nervoso ou com problemas de saúde pode causar acidentes, gerar prejuízos e, principalmente, colocar sua vida e a de outras pessoas em risco.

2. Identifique as origens dos riscos

Uma boa gestão de transporte de cargas não pode envolver achismos: é preciso que os riscos sejam corretamente identificados, analisados, avaliados e recebam o tratamento necessário para serem dirimidos.

Nessa etapa, faça o levantamento de todos os possíveis acidentes e incidentes envolvendo sua carga e como evitá-los. A lista pode ir desde os itens mais básicos, como um atraso de entrega devido a um congestionamento, até os mais graves, como um acidente em rodovia envolvendo vítimas fatais.

A cada vez que você percorre sua lista de riscos fica mais fácil pensar em maneiras de diminuir a probabilidade de acontecimentos adversos. Na teoria e na prática: prevenir é melhor que remediar.

3. Conte com a tecnologia

Hoje em dia é mais fácil, intuitivo e produtivo gerenciar riscos através de um software de gestão logística do que por uma planilha de Excel. Recursos tecnológicos podem e devem ser utilizados para que a execução de uma viagem seja realizada com rapidez, assertividade e segurança.

Vale usar esses recursos para organizar o fluxo das informações e responsabilidades dentro da empresa, monitorar motoristas e cargas através de rotas seguras, acompanhar o processo de entrega dos itens transportados e até coletar feedback de clientes. Qualquer aplicação da tecnologia dentro do transporte de carga pode diminuir, consideravelmente, a perspectiva do risco.

4. Promova boas condições de trabalho

Dentro da cabine de cada caminhão, navio, avião ou trem que transporta cargas mundo afora existe um ser humano que precisa ter suas necessidades escutadas. Principalmente nas estradas, caminhões precisam ter determinada performance para cumprir prazos – e elas nem sempre vão de encontro aos limites físicos e psicológicos do caminhoneiro.

Saber que nenhum motorista pode viajar sem dormir, descansar ou comer é o primeiro sinal para que você se conscientize de que as condições de trabalho na área de transporte devem ser, no mínimo, decentes.

Mesmo que, em um primeiro momento, você tenha que contratar alguém para fazer as horas que seu transportador não pode, pense nisso como uma possibilidade de investimento: é melhor manter toda a equipe dentro de um padrão específico de qualidade a manter formas precárias de trabalho só para fazer uma economia pontual.

Essa atitude vai mostrar pra sua equipe o que você já deveria estar sabendo: o maior ativo de uma empresa são suas pessoas. E, mais do que à carga, é a elas que você deve uma eficiente gestão de riscos.

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